- Israel afirmou ter eliminado o comandante do Hamas, Izz ad-Din al-Haddad, em ataque aéreo na Cidade de Gaza, descrevendo-o como um dos arquitetos do massacre de 7 de outubro.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Yisrael Katz, disseram que Haddad foi responsável por assassinatos, sequestros e ferimentos de milhares de civis israelenses e de soldados das Forças de Defesa de Israel.
- Um prédio residencial conhecido como Al-Mu’taz foi atingido por três mísseis lançados simultaneamente, antes de um carro que fugia ser também atingido.
- Uma segunda ofensiva, mirando um carro que deixava o local, deixou três mortos; há relatos de que o veículo pode ter transportado Haddad após ele ter ficado gravemente ferido.
- O cessar-fogo em Gaza, em vigor desde 10 de outubro, não impediu novos ataques israelenses; o Hamas não confirmou nem negou a morte de Haddad.
Israel afirma ter eliminado o comandante do Hamas, Izz ad-Din al-Haddad, em ataque aéreo na cidade de Gaza, segundo comunicado conjunto do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa, Yisrael Katz. Haddad é descrito como um dos arquitetos do massacre de 7 de outubro.
O ataque mirou o bloco de apartamentos Al-Mu’taz, no centro de Gaza City, resultando em incêndio de grandes proporções. Três mísseis atingiram o prédio simultaneamente, de direções distintas, de acordo com relatos de testemunhas à BBC.
Fontes locais disseram que uma segunda ofensiva, contra um carro que deixava o local, deixou três mortos. Testemunhas sugerem que o veículo poderia levar Haddad, ferido após o primeiro impacto.
Segundo autoridades israelenses, Haddad era responsável por assassinatos, seqüestros e ferimentos a civis israelenses e a soldados das Forças de Defesa de Israel. O governo de Israel sustenta ter mandato para ações contra membros do Hamas.
O Hamas não confirmou nem negou a morte do comandante, que liderava as Brigadas Qassam, braço armado do grupo. A região vive sob uma trégua desde 10 de outubro, mas ataques israelenses continuam.
A operação ocorre em meio a esforços de paz liderados pelos EUA, com a segunda fase do plano de governança de Gaza ainda sem implementação. O objetivo é avançar com desmilitarização e reconstrução, segundo informações associadas ao processo.
A ofensiva acontece em meio a acusações mútuas sobre violações do cessar-fogo. Israel sustenta que pode visar membros do Hamas; o Hamas acusa Israel de desrespeitar o acordo.
O conflito entre Israel e Hamas já dura há quase dois anos, após o ataque rampante do Hamas ao sul de Israel. Estima-se que mais de 72 mil pessoas morreram no território desde o início do conflito, segundo o ministério da saúde ligado ao Hamas.
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