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Jovens brasileiros ganham espaço em programas internacionais

Davi Moraes Xavier, de Recife, integra os doze participantes globais do Voices of the Future, sinalizando espaço emergente de jovens brasileiros na indústria criativa

Davi Moraes Xavier é um dos cofundadores do Saquinho de Lixo, coletivo digital criado em 2018 que se popularizou nas redes sociais — Foto: Divulgação Marcus Steinmeyer
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  • Davi Moraes Xavier, nascido em Recife, foi selecionado como um dos 12 participantes globais da primeira edição do Voices of the Future, fellowship promovido pela Effie Lions Foundation, ligada ao Cannes Lions.
  • Davi é um dos cofundadores do Saquinho de Lixo, coletivo digital criado em 2018 que ganhou destaque nas redes sociais, especialmente durante a pandemia.
  • O programa ocorre em um cenário de inteligência artificial, transformação digital e disputa global por inovação, evidenciando jovens brasileiros ganhando espaço nas principais plataformas criativas internacionais.
  • Em 2018, Matheus Goyas foi reconhecido como Empreendedor do Ano na América Latina pela MIT Technology Review; em 2026, Beatriz Fiori, Micaelle Lages e Priscila Sousa foram selecionadas para o See It Be It, iniciativa do Cannes Lions para talentos criativos.
  • O movimento aponta para maior presença de talentos negros, periféricos e historicamente sub-representados em espaços internacionais, destacando uma possível lacuna na leitura de trabalho e carreira pelas empresas.

Davi Moraes Xavier, pernambucano de Recife, foi selecionado como um dos 12 participantes globais da primeira edição do Voices of the Future, fellowship promovido pela Effie Lions Foundation, ligada ao Cannes Lions. A escolha destaca jovens talentos brasileiros em criativa internacional.

O anúncio reforça o papel do coletivo Saquinho de Lixo, que Davi cofundou em 2018. A organização ganhou visibilidade nas redes durante a pandemia e ampliou o alcance de seus projetos, segundo a divulgação associada ao participante.

Davi expressou entusiasmo com a oportunidade, citando a viagem ao Cannes Lions como sonho antigo. A seleção surge em meio a um movimento global de jovens brasileiros em programas de criatividade, inovação e comunicação.

Contexto internacional

Nos últimos anos, brasileiros têm ganhado espaço em iniciativas ligadas a publicidade e marketing em plataformas globais. A presença segue tímida frente a mercados como EUA e Europa, mas cresce com cada ação de destaque.

Entre exemplos, Matheus Goyas foi reconhecido em 2018 pela MIT Technology Review como Empreendedor do Ano na América Latina. Em 2026, Beatriz Fiori, Micaelle Lages e Priscila Sousa foram selecionadas para o See It Be It, do Cannes Lions.

Desafios do mercado

Esses reconhecimentos ajudam a evidenciar o potencial criativo do Brasil, além de apontar a necessidade de inclusão. Estudos indicam que muitas empresas veem lacunas na contratação de jovens recém-formados, especialmente entre gerações.

Dados da Intelligent.com indicam que 75% das empresas relatam insatisfação com parte das contratações de recém-formados. A tendência chama atenção para transformar práticas de recrutamento e desenvolvimento.

Uma nova geração de talentos negros, periféricos e historicamente sub-representados ocupa espaços internacionais, abrindo caminhos antes restritos a poucos mercados.

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