- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel controla 60% da Faixa de Gaza, ultrapassando o que previa o cessar-fogo de 2023 com o Hamas.
- O acordo, mediado pelos Estados Unidos, previa saída gradual de Gaza, iniciando com 53% sob controle israelense e redução futura.
- Segundo o Haaretz, as Forças de Defesa de Israel expandiram o controle para o oeste, além da linha amarela estabelecida no acordo.
- Palestinos disseram que deslocados próximos à nova fronteira viraram alvo; o Hamas estima aumento de 8% a 9% no controle israelense.
- Desde o cessar-fogo, 850 palestinos foram mortos em Gaza; ataques continuam quase diários e não há perspectiva de avanço do plano original.
O premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Tel Aviv controla 60% da Faixa de Gaza, valor que excede o teto previsto no cessar-fogo vigente. A declaração ocorreu em um evento oficial em Jerusalém Ocidental, marcado por comemoração ligada à ocupação da cidade.
O acordo de 2023, mediado pelos Estados Unidos, previa a saída gradual das tropas israelenses de Gaza, começando com 53% do território sob controle, com expectativa de participação de uma força de segurança internacional. O cumprimento era condicionado ao avanço do plano de paz.
Segundo o jornal Haaretz, as Forças de Defesa de Israel vêm expandindo a presença para o oeste, além da linha amarela, o que reduz a área disponível para a população palestina. Fontes palestinas citadas pelo Guardian relatam deslocamentos forçados próximos à nova fronteira.
Representantes do Hamas, incluindo Bassem Naim, indicaram que a ampliação do controle ocorreu de 8% a 9%. Moradores também relataram veículos militares movendo blocos de concreto pintados de amarelo para além da fronteira original.
Além disso, o Ministério da Defesa de Israel informou que as tropas trabalham para marcar visualmente a linha amarela, ajustando-a conforme as condições do terreno e a avaliação operacional. O objetivo é reduzir atritos e evitar mal-entendidos com a população local.
Desde a assinatura do cessar-fogo, relatos indicam o acúmulo de operações com ataques quase diários em Gaza, mantendo a expectativa de avanço limitado do plano de paz original. O balanço de mortes permanece alto entre civis e combatentes. Fuentes internacionais destacam a necessidade de monitoramento independente.
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