- Paraguai consultou o governo brasileiro sobre convidar a Venezuela para a próxima Cúpula do Mercosul, marcada para 30 de junho em Assunção.
- O Palácio do Planalto deu sinal verde à sondagem, segundo fontes próximas ao assunto.
- A medida seria uma tentativa de reaproximar a Venezuela, liderada por Delcy Rodríguez, do bloco sul-americano.
- O Brasil avalia que a aproximação poderia contribuir para a estabilidade política e econômica da Venezuela, mas não espera reintegração imediata em Assunção.
- A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2016 por descumprir o Protocolo de Ushuaia; o governo americano sinaliza possibilidade de diálogo no bloco após ataques de janeiro de 2026 que resultaram na captura de Nicolás Maduro.
O Paraguai questionou o governo brasileiro sobre a possibilidade de convidar a Venezuela para a próxima Cúpula do Mercosul, marcada para 30 de junho em Assunção. O Palácio do Planalto, segundo fontes, deu sinal verde à sondagem.
A medida visa sinalizar uma reaproximação da Venezuela, governada por Delcy Rodríguez desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. O governo paraguaio, liderado por Santiago Peña, é visto como alinhado aos EUA.
Brasil avalia que aproximar a Venezuela do Mercosul seria positivo para a estabilidade política e econômica do país. Ainda assim, não há confirmação de que a Venezuela retorne como membro neste encontro em Assunção.
A consulta não garante reintegração imediata. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperam que haja espaço para retomar o diálogo sobre o tema no futuro.
Contexto histórico e condições
A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2016 por descumprir o Protocolo de Ushuaia, que estabelece a exigência de democracia plena para a integração. Quaisquer condições para a reintegração dependem de avanços políticos no país.
Delcy Rodríguez mantém a estrutura governamental anterior, o que pode influenciar negociações. O recente aceno positivo da Casa Branca é citado como possível caminho para discutir a reintegração no bloco.
Em janeiro de 2026, relatos indicam ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, resultando na captura de Nicolás Maduro. O episódio complica o cenário regional e pode influenciar decisões do Mercosul.
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