- Mahmoud Abbas avança para elevar o filho, Yasser Abbas, a cargo de destaque no partido Fatah, durante a conferência em Ramallah para escolher o comitê central e o conselho revolucionário.
- Yasser, de 64 anos, é o segundo filho de Abbas; Abbas, de 90, mantém forte controle sobre o Fatah e a Autoridade Palestina.
- Não houve eleição presidencial ou legislativa na Palestina desde 2005, gerando críticas sobre governança, corrupção e o aumento do controle israelense.
- Analistas veem a movimentação como tentativa de fortalecer a dinastia familiar dentro do Fatah, enquanto há resistência interna e pressão por reformas.
- Internamente, há unanimidade de que o Fatah está desconectado do público; há disputas sobre readmissão de dissidentes e reformas políticas.
O presidente Mahmoud Abbas busca fortalecer a posição de sua família no Fatah ao preparar o filho para um cargo de destaque. Yasser Abbas, 64 anos, deve ser eleito para o comitê central do Fatah na conferência em Ramallah, iniciada na quinta-feira.
Abbas controla o partido e a Autoridade Palestina desde 2005, quando assumiu a liderança. Não houve eleições presidenciais nem para o parlamento palestino nas últimas duas décadas, o que alimenta críticas sobre dinastia no poder.
A conferência, a primeira em uma década, reúne cerca de 2.500 membros aprovados por Abbas. O objetivo é eleger o comitê central, de 22 membros, e o conselho revolucionário de 80 membros.
Contexto e ligações políticas
Analistas veem a manobra como tentativa de fortalecer a linha de herdeiros diante de pressões por reformas. O Fatah tem enfrentado resistência interna e críticas ao seu afastamento da base popular.
Fontes próximas ao partido afirmam que Yasser já assumiu funções públicas mais amplas, inclusive no Líbano, onde atua como representante especial de Abbas. Relatos apontam que ele tem participação relevante na área de segurança do Fatah.
O Conde de lógica interna indica que Abbas pode ter convencido Yasser a concorrer, apesar de resistências. A família permanece associada a estruturas de poder dentro do partido e da administração na Cisjordânia.
Repercussões e cenários
Especialistas ressaltam que a presença de Yasser pode acentuar tensões entre grupos reformistas e o histórico núcleo de poder do Abbas. A leitura é de que o objetivo é consolidar apoio interno antes de qualquer movimento nacional.
O debate interno envolve também outras figuras próximas ao presidente e pressões externas, como pedidos de reformas por aliados internacionais. O Hamas continua como força rival no território sob controle do Fatah.
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