- Cuba vive o quarto dia de protestos em Havana, com apagões prolongados, falta de água e confrontos entre moradores e polícia.
- Moradores dizem que algumas áreas ficaram mais de 40 horas sem energia, com a luz voltando por poucos minutos antes de ser cortada novamente.
- Em um dos atos, manifestantes enfrentaram a atuação de agentes, atuando com resistência após a intervenção policial, segundo Martí Notícias.
- A União Eléctrica de Cuba informou novos apagões para esta sexta-feira, com mais da metade do país sem energia no horário de maior consumo.
- O movimento ocorre em meio a pressão dos Estados Unidos sobre Havana; o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve na ilha para sinalizar interesse de negociação apenas com mudanças, enquanto uma notícia da CBS News aponta possível processo contra Raúl Castro pela derrubada de aviões em 1996.
Nos últimos dias, protestos se intensificaram em Havana, Cuba. Nesta sexta-feira (15), o quarto dia de manifestações ocorreu em vários bairros da capital. Moradores batiam panelas, bloqueavam ruas e desafiavam forças do regime comunista.
Relatos de moradores a partir de Martí Notícias indicam que muitas áreas ficaram com energia irregular por mais de 40 horas, com luzes reaparecendo por minutos antes de serem cortadas novamente.
Durante atos na quinta-feira (14), houve confrontos diretos entre manifestantes e policiais que buscavam dispersar as multidões, com relatos de pedras lançadas contra as forças de segurança.
O regime informou que novas quedas de energia seriam anunciadas na sexta-feira, o que ampliou a tensão e elevou o risco de novos protestos. A UNE, empresa estatal de energia, afirmou que mais da metade do país ficaria sem fornecimento no pico de consumo.
Contexto econômico e pressão externa
A crise econômica cubana aparece como pano de fundo, agravada pela sequência de apagões. Entre as pressões, os Estados Unidos intensificaram restrições ao fornecimento de combustível desde o começo do ano, ampliando a escassez energética.
Policiamento mais presente em várias áreas de Havana foi adotado pelo regime para conter manifestações e evitar desfechos semelhantes aos registrados em julho de 2021.
Reações internacionais e desdobramentos
Nesta semana, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Cuba para indicar que Washington pode negociar temas econômicos e de segurança, desde que haja mudanças relevantes por parte da ilha.
Ainda nesta semana, a CBS News informou um possível processo criminal contra Raúl Castro, por um episódio de 1996 relacionado a derrubes de aviões e mortes de exilados. Raúl Castro foi figura central à época no comando militar.
As informações acima são baseadas em relatos de Martí Notícias e cobertura de veículos como CBS News, com foco em autoridades, eventos e impactos na população.
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