- Trump afirmou ter discutido a venda de armas dos EUA para Taiwan com Xi Jinping em Pequim, depois de inicialmente negar e, em seguida, dizer que o tema foi tratado “em detalhes”.
- A venda de armas a Taiwan soma dezenas de bilhões de dólares desde 1979; em 1982 houve as Seis Garantias, incluindo a promessa de não consultar a China sobre as vendas.
- Trump minimizou a relevância do compromisso de 1982, sugerindo que “a década de 1980 está muito longe” e que houve detalhes da venda de armas.
- A delegação apontou que o acordo de cerca de US$ 14 bilhões para armas a Taiwan pode ganhar atraso ou mudanças, com Xi alegando preocupação de que as vendas aumentem tensões.
- Legisladores americanos pressionam por notificação formal ao Congresso sobre o pacote de armas, enquanto Trump mantém ambiguidade estratégica sobre a defesa de Taiwan em eventual conflito.
Donald Trump afirmou que discutiu a venda de armas dos EUA para Taiwan com Xi Jinping durante a visita a Pequim, em uma cúpula de dois dias. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One após a viagem. A fala gerou controvérsia sobre a posição de longa data dos EUA em relação a Taiwan.
A reunião entre os dois líderes ocorreu em um contexto de tensões regionais. Pequim reivindica Taiwan como território próprio e se opõe às vendas de armamento norte-americanas. A conversa sobre o tema pode ter colocado à prova uma garantia de décadas dos EUA, de não consultar a China sobre tais negociações.
Trump afirmou ter iniciado com respostas divergentes à pergunta sobre o tema, sugerindo que apresentou detalhes sobre o processo de venda. Posteriormente, indicou que o assunto foi tratado com Xi “em detalhes” durante o encontro.
O momento também envolve um esforço de Washington para avançar com um possível acordo de vendas de armas para Taiwan, estimado em cerca de US$ 14 bilhões, com etapas futuras de aprovação pendentes. Técnicos e assessores avaliam impactos diplomáticos do diálogo.
Analistas destacam que, embora ainda haja dúvidas sobre o conteúdo exato da conversa, Xi Jinping expressou preocupação com as vendas e a possibilidade de desdobramentos que possam afetar a relação entre os dois países. A leitura dos sinais fica sujeita a interpretação.
Existem pressões políticas internas nos Estados Unidos, com senadores pedindo notificações formais ao Congresso sobre o pacote de armas. O objetivo é manter o apoio a Taiwan sem desmantelar o equilíbrio estratégico com a China.
Contexto diplomático
Durante a cúpula, Xi alertou que a disputa sobre Taiwan, se mal conduzida, pode levar a um conflito. Em fevereiro, Xi havia pedido cautela extrema ao lidar com o tema. O governo de Taiwan aprovou recentemente financiamento de US$ 25 bilhões para aquisição de armas dos EUA, aumentando o intervalo entre ações legislativas e acordos executivos.
O Estado americano mantém a posição de ambiguidade estratégica sobre a intervenção em caso de conflito envolvendo Taiwan. Trump afirmou que apenas ele, em última instância, sabe qual seria a resposta dos EUA em tal cenário, reforçando a prática de não confirmar ou negar intervenções militares.
O que foi discutido entre Trump e Xi permanece em entendimento parcial, com especialistas ressaltando a necessidade de interpretação dos sinais durante a reunião. As autoridades destacam a importância de ler between the lines para compreender as intenções de cada lado.
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