- A visita de Donald Trump à a China buscou apoio de Pequim para um acordo com Teerã, mas Xi Jinping avisou sobre os riscos de conflito com Taiwan; o encontro terminou com declarações fortes, porém sem detalhes de acordos concretos.
- Trump elogiou Xi como “grande líder” e disse que os dois compartilham uma visão parecida sobre a guerra no Irã e a abertura do Estreito de Ormuz.
- Xi não mencionou o Irã nas falas à imprensa e ressaltou que a questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações sino-americanas, alertando para riscos de desentendimentos ou conflito caso não haja cooperação.
- Nos EUA, prepara-se a venda de armas no valor de US$ 14 bilhões a Taipé, mas Trump adiou a decisão de aprová-la durante a visita a Xi.
- Analistas sugerem que Xi tentou explorar vulnerabilidades de Trump para pressionar a questão de Taiwan, enquanto Pequim evita atitudes que possam escalar o atrito com Washington.
Trump esteve na China para buscar apoio de Pequim em acordo com Teerã. A cúpula com Xi Jinping terminou nesta sexta-feira (15/05) com declarações positivas, mas sem divulgação de acordos concretos entre as potências.
O presidente americano elogiou Xi, chamando-o de grande líder e dizendo que compartilham uma visão semelhante sobre a guerra no Irã. Trump falou: quer encerrar o conflito e manter o Estreito de Ormuz aberto, sem falar em detalhes de negociações.
Xi Jinping não mencionou o Irã na coletiva e destacou que a questão de Taiwan é o tema mais relevante nas relações com os EUA. Alertou para riscos de atritos ou conflito se as partes não cooperarem.
Venda de armas a Taiwan
Três sessões de negociação ocorreram, inclusive com a presença de mais de uma dezena de CEOs, mas não houve anúncio de venda de armamentos. O tema já circulava como possível pacote de até US$ 14 bilhões, que Trump adiou durante a visita.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as vendas de armas a Taipé já haviam sido discutidas, mas não seriam o tema principal da reunião com Xi. A possibilidade de novo adiamento foi mencionada por analistas.
Contexto estratégico
Ao retornar aos EUA, Trump não confirmou a decisão sobre o pacote de armas. Analistas indicam que a visita pode ter sido usada para negociar posição dos EUA respecto ao Irã, sem comprometer o apoio a Taiwan de forma explícita.
Especialistas lembram que a China tem interesses em manter acesso ao Estreito de Ormuz, enquanto impõe restrições sobre Taiwan. Sanções americanas recentes contra entidades chinesas também compõem o cenário de tensão regional.
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