- Zelensky afirmou que a Rússia avalia ataques a país da Otan partindo de Belarus, em reunião com autoridades militares ucranianas.
- Belarus faz fronteira com a Ucrânia e com Polônia, Lituânia e Letônia, e Lukashenko permitiu uso do território para a invasão de 2022.
- O alerta vem após ofensiva russa com drones e mísseis contra Kiev, que deixou ao menos 24 mortos, entre eles três crianças.
- A Força Aérea ucraniana informou que foram lançados 675 drones de ataque e 56 mísseis; defesas aéreas derrubaram 652 drones e 41 mísseis.
- Zelensky destacou que mais de 20 locais em Kiev foram danificados e pediu que aliados não permaneçam em silêncio diante do ataque.
Em novo alerta, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia avalia atacar um país da Otan a partir de Belarus. A declaração ocorreu após reunião com autoridades militares e de inteligência do país.
Zelensky destacou que a Rússia estuda operações tanto ao sul quanto ao norte do território bielorrusso, podendo mirar a direção Chernihiv-Kyiv ou diretamente um estado-membro da Otan, a partir de Belarus. Ele disse que acompanha tentativas de arrastar Minsk para o conflito.
Belarus faz fronteira com a Ucrânia e com três membros da Otan: Polônia, Lituânia e Letônia. Embora não tenha enviado tropas a Moscou, o país abrigou bases usadas na invasão de 2022, sob forte alinhamento do presidente Alexander Lukashenko com Putin.
Ataque de larga escala
Na véspera, Kiev sofreu ofensiva aérea de grande magnitude, com drones e mísseis russos. As autoridades ucranianas afirmaram que centenas de drones foram empregados e dezenas de mísseis lançados contra a capital, provocando várias fatalidades.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia utilizou cerca de 675 drones de ataque e 56 mísseis, e que 652 drones e 41 mísseis foram interceptados. O ataque deixou dezenas de mortos e feridos, incluindo crianças, em prédios residenciais e infraestrutura civil.
Zelensky ressaltou que mais de 20 locais em Kiev foram danificados, entre eles escolas, clínicas veterinárias e prédios residenciais. Ele destacou a necessidade de apoio internacional e advertiu sobre a continuidade do risco de escalada.
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