Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ataques de Israel no Líbano deixam civis mortos e geram acusações de guerra

Ataques duplos de Israel no Líbano deixam civis mortos e equipes de socorro visadas, alimentando acusações de crimes de guerra

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi prorrogado por quarenta e cinco dias, conforme anunciado durante negociações em washington.
  • Mesmo com a prorrogação, ataques do Exército israelense continuam no Líbano, especialmente no sul, desde a assinatura da trégua em 17 de abril.
  • Em 13 de maio, os ataques deixaram pelo menos 22 mortos; desde outubro de 2023, mais de 400 pessoas foram mortas em quase um mês de hostilidades.
  • Houve múltiplos ataques duplos contra equipes de resgate e civis que se aproximavam das áreas bombardeadas; a RFI registrou vários episódios desde 2 de março, com mortes de socorristas.
  • A jornalista Amal Khalil foi assassinada em 22 de abril em al-Tiri; ataques duplos contra jornalistas e socorristas são alvo de críticas e levantam acusações de crimes de guerra.

O conflito entre Israel e o Líbano continua a causar vítimas civis, mesmo com a prorrogação de cessar-fogo anunciada para 45 dias por ambos os lados na sexta-feira, 15 de maio, durante negociações em Washington. Os ataques aéreos israelenses prosseguem no território libanês, especialmente no litoral sul, reduto do Hezbollah, desde a retomada das hostilidades em 2 de março.

No total, as violações da trégua, somadas aos ataques, deixaram centenas de mortos nas últimas semanas. Em 13 de maio, pelo menos 22 pessoas foram mortas em novos bombardeios. Desde outubro de 2023, já são mais de 400 óbitos entre civis, jornalistas e socorristas, conforme levantamentos da OMS e autoridades libanesas.

Eventos recentes destacam ataques duplos, que ocorrem pouco tempo após o primeiro impacto, atingindo equipes de resgate e civis que se aproximam das áreas afetadas. A RFI registrou sete ataques duplos e um quádruplo desde a retomada das hostilidades, em várias regiões do Líbano.

Em 12 de abril, na estrada de Beit Yahoun, uma ambulância da Cruz Vermelha Libanesa foi atingida após ter ido ao local de um bombardeio. O ataque também feriu membros da Cruz Vermelha. Hassan Badawi, socorrista, morreu neste episódio, segundo relatos. A organização afirma ter seguido procedimentos de proteção e notificado autoridades, incluindo a ONU.

O Exército israelense informou à RFI que o ataque visava membros do Hezbollah e que havia recebidos relatos de um socorrista ferido. A identificação independente dos alvos e das vítimas permanece difícil.

Em março e abril, ocorrências repetidas de ataques contra equipes de socorro, hospitais próximos e unidades de resgate foram registradas. Em Tebnine, Tebnine hospital, e Majdal Zoun, socorristas e civis foram atingidos em diferentes ocasiões, com relatos de mortes entre equipes humanitárias.

Questionado sobre os episódios de duplos ataques, o comando israelense não respondeu de forma detalhada. A linha oficial sustenta que operações visam neutralizar ameaças, mas a prática tem gerado críticas internacionais e acusações de violações de direito humanitário.

Em Qlayaa, aldeia próxima à fronteira, dois bombardeios em 9 de março atingiram civis que buscavam socorro. O segundo ataque, 18 minutos após o primeiro, provocou novas mortes. Em Ramlet al-Baida, Beirute, outro ataque duplo matou civis deslocados, elevando o número de vítimas.

Entre as vítimas também estão jornalistas. Amal Khalil, correspondente do jornal al-Akhbar, foi morta em 22 de abril após ataque duplo que atingiu veículos na aldeia de al-Tiri, enquanto Zeinab Faraj ficou gravemente ferida. As equipes de imprensa registram dezenas de casos semelhantes desde 2023.

O Exército de Israel sustenta que os bombardeios ocorreram contra alvos do Hezbollah e que as ações obedecem ao direito internacional, alegando que veículos usados por socorristas podem abrigar armas. Organizações de direitos humanos destacam a necessidade de proteção a civis e profissionais de imprensa.

Dados compilados pela RFI indicam que, em dois meses e meio de conflitos, ao menos 19 civis morreram em ataques repetidos contra alvos civis e de socorro. A contagem, assim como investigações sobre possíveis crimes de guerra, permanece em andamento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais