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EUA planejam anunciar acusações criminais contra Raúl Castro na próxima quarta

EUA planejam acusar criminalmente Raúl Castro em Miami por 1996, após aprovação do grande júri, aumentando a pressão sobre Havana

Raul Castro (Foto: REUTERS/Norlys Perez/File Photo/File Photo)
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  • O governo dos Estados Unidos planeja anunciar acusações criminais contra Raúl Castro na próxima quarta-feira, em Miami, segundo uma autoridade do Departamento de Justiça.
  • A ação depende da aprovação de um grande júri e estaria baseada em um incidente de 1996, quando jatos cubanos derrubaram aviões de exilados cubanos.
  • O escritório de Miami deve realizar um evento para homenagear as vítimas no mesmo dia do anúncio.
  • A medida representa uma escalada na pressão norte-americana sobre Havana em meio a tensões entre os dois países.
  • O caso se insere no contexto de ações do governo de Donald Trump contra o regime cubano e de sanções associadas a governos terceiros.

O governo dos Estados Unidos planeja anunciar acusações criminais contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, na próxima quarta-feira. A ação depende da aprovação de um grande júri em Miami e está relacionada a um incidente de 1996 envolvendo jatos cubanos que derrubaram aviões de um grupo de exilados.

Segundo uma autoridade do Departamento de Justiça, a acusação seria aberta em Miami, em 20 de maio, com base no episódio de 1996. O escritório do promotor local promoverá um evento para homenagear as vítimas, conforme convites vistos pela Reuters. A defesa não se manifestou.

Raúl Castro, hoje com 94 anos, foi ministro da Defesa à época do ocorrido. O governo cubano contesta a versão dos fatos, afirmando que houve reação a uma invasão do espaço aéreo. O tema já esteve sob escrutínio em ações anteriores entre os dois países.

Contexto político e histórico

A medida ocorre em meio ao aumento de tensões entre Washington e Havana. O governo dos EUA tem adotado posição dura contra o governo cubano, vinculando mudanças políticas a pressões econômicas.

O presidente Donald Trump elevou o tom da política externa contra Cuba, com sanções e ameaças que afetaram fornecedores e impacto energético na ilha. Em visita recente, o chefe da CIA afirmou que cooperação econômica e de segurança só ocorreria com reformas relevantes.

O caso também se liga a ações judiciais envolvendo autoridades associadas ao Executivo americano. O principal promotor de Miami, alinhado a Trump, supervisiona investigações sobre figuras ligadas ao governo, bem como sobre a condução de investigações anteriores envolvendo o próprio presidente.

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