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Ex-militar dos EUA vira alvo de recompensa do FBI por ligações com o Irã

FBI oferece recompensa de 200 mil dólares por informações que levem à captura de Monica Witt, ex-militar dos EUA acusada de espionagem para o Irã

Cartaz de procurada da ex-militar dos EUA que virou uma espiã iraniana. (Foto: Reprodução/FBI)
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  • FBI oferece recompensa de US$ 200 mil por informações que levem à captura e condenação de Monica Elfriede Witt, ex-integrante da Força Aérea dos Estados Unidos acusada de espionagem para o Irã.
  • Witt foi indiciada pelo júri federal de Washington em fevereiro de 2019 por espionagem e transmissão de informações de defesa nacional ao regime iraniano; ela permanece foragida.
  • Ela serviu na Força Aérea entre 1997 e 2008 como especialista em inteligência e, depois, atuou como contratada do governo até 2010, tendo acesso a informações ultrassecretas.
  • Deserta para o Irã em 2013 e, desde então, teria fornecido informações ao regime, colocando em risco dados sensíveis de defesa dos Estados Unidos; pesquisas teriam ajudado Teerã a mirar ex-colegas.
  • Witt, de 47 anos, também é conhecida pelos nomes Fatemah Zahra e Narges Witt, fala persa e acredita-se que esteja no Irã; qualquer informação pode ser enviada às autoridades competentes.

O FBI anunciou na quinta-feira 14 que oferece uma recompensa de 200 mil dólares por informações que levem à captura e condenação de Monica Elfriede Witt, ex-militar acusada de espionagem para o Irã. Witt permanece foragida.

A acusação aponta que Witt, moradora de El Paso, serviu entre 1997 e 2008 na Força Aérea como especialista em inteligência. Depois, atuou como contratada do governo até 2010, o que lhe deu acesso a informações classificadas.

Segundo o FBI, Witt desertou para o Irã em 2013 e forneceu informações de defesa nacional ao regime iraniano, aumentando riscos a dados sensíveis, programas de defesa e a agentes nos EUA.

Witt é conhecida também por usar os nomes Fatemah Zahra e Narges Witt e acredita-se que esteja vivendo no Irã, onde pode ter intensificado atividades para mirar ex-colegas.

O FBI sustenta que a deserção beneficiou o IRGC, braço militar e de inteligência do regime. A agência afirma que Witt pode ter contribuído para operações de inteligência iranianas.

“Monica Witt traiu seu juramento há mais de uma década ao desertar para o Irã e repassar informações de defesa nacional”, disse o agente especial Daniel Wierzbicki, responsável pela contrainteligência em Washington.

Recompensa e próximos passos

O FBI solicita que pessoas com informações entrem em contato com a agência, um escritório local, ou a embaixada ou consulado dos EUA. As informações podem acelerar investigações relacionadas ao paradeiro de Witt.

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