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Folha lança série sobre a vida no Irã em guerra

Folha estreia série sobre a vida no Irã em guerra, tornando-se o primeiro veículo a ingressar no país regularmente desde os ataques de fevereiro

Manifestação em apoio ao governo iraniano, com presença da seleção de futebol do Irã, na praça Enghelab, centro de Teerã
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  • a Folha estreia uma série de reportagens sobre a vida no Irã em guerra, com texto e vídeo, enviada pela repórter Patrícia Campos Mello, que está no país desde 12 de maio
  • o jornal é o primeiro a entrar no Irã regularmente desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, em fevereiro; até então apenas veículos de imprensa conseguiam visto
  • desde o começo do conflito, já foram registradas centenas de mortes em diversas regiões, incluindo mais de 3.468 no Irã e 2.900 no Líbano, com outras baixas em Israel e países vizinhos
  • um cessar-fogo de duas semanas foi anunciado em 8 de abril, mas tem havido violações e o estreito de Hormuz continua sujeito a controles
  • o preço do petróleo Brent variou bastante, saindo de 72 dólares para até 120 dólares e voltando a cerca de 106 dólares; as negociações entre EUA e Irã seguem sem acordo definitivo

A Folha estreia uma série de reportagens sobre a vida no Irã em guerra, com foco em relatos de quem vive no país durante o conflito. A repórter Patrícia Campos Mello está no Irã desde 12 de maio e produz textos e vídeos para acompanhar os impactos da confrontação com os EUA e Israel. O objetivo é oferecer um retrato direto da situação no terreno.

A série marca o primeiro formato de cobertura regular de um veículo brasileiro no Irã desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro. Até agora, apenas veículos internacionais haviam obtido visto de imprensa para entrar no país. A Folha pretende ampliar o material por meio de uma newsletter dedicada ao tema.

Desde o início do conflito, o Irã registra mais de 3.468 mortes, segundo o Ministério da Saúde iraniano. No total, há registros de mortes em Israel, Emirados Árabes, Kuwait, Bahrein, Iraque, Omã e Arábia Saudita, conforme dados oficiais. No Líbano, o confronto entre forças israelenses e a milícia Hezbollah também deixou dezenas de vítimas.

A guerra manteve o bloqueio marítimo e restrições de navegação no estreito de Hormuz, com o Irã controlando parte das passagens. O cessar-fogo de duas semanas, anunciado em 8 de abril, foi prorrogado para acomodar negociações, mas já sofreu violações desde a implementação.

O preço do petróleo reagiu ao conflito, com o Brent aumentando de US$ 72 para patamar superior a US$ 106 na quinta-feira. As negociações entre EUA e Irã chegaram a um impasse, com o governo americano exigindo restrições ao urânio enriquecido e a livre passagem no estreito de Hormuz.

As posições em negotiation continuam, com o governo iraniano defendendo o fim de sanções, garantias contra novos ataques e uma moratória de menor duração para o seu programa nuclear. O Irã também reivindica controle parcial sobre Hormuz e reparações pelos danos provocados pela guerra.

A viagem da repórter iniciou em São Paulo, seguiu para Istambul e seguiu até Van, na Turquia, a 100 quilômetros da fronteira com o Irã. De Van, o deslocamento foi de táxi até o território iraniano, percorrendo 850 quilômetros até Teerã, em cerca de 12 horas. O trajeto completo de São Paulo a Teerã levou aproximadamente 47 horas.

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