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Guerra invisível dos cabos submarinos se torna vulnerabilidade do Ocidente

Cortes em cabos submarinos expõem a vulnerabilidade do Ocidente; o incidente, sem culpados, evidencia a guerra invisível no Mar do Norte

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  • Na manhã de Natal de 2024, no mar do Norte, um petroleiro de bandeira das Ilhas Cook cortou cinco cabos de internet e de energia, a 80 quilômetros da costa da Finlândia.
  • A âncora ficou arrastando pelo fundo por mais de seis horas; o navio saiu de um porto na Rússia carregado de gasolina e integrava a chamada frota fantasma usada pelo Kremlin para driblar sanções.
  • Não houve condenação: meses depois, um tribunal finlandês declinou jurisdição porque o dano ocorreu em águas internacionais, sob o direito do mar.
  • A guerra descrita é invisível, sem nome, sem frente definida e com frequência sem culpados atribuídos.
  • O tema é explicado no programa Fronteiras, com o jornalista Rodrigo da Silva, que aponta como a guerra dos cabos submarinos pode ser o calcanhar de Aquiles do Ocidente.

Na manhã de Natal de 2024, no mar do Norte, um petroleiro navegava a 80 quilômetros da costa da Finlândia. A âncora caía ao fundo, arrastando o casco por mais de seis horas. Cinco cabos de internet e de energia foram cortados no trajeto.

O navio, de bandeira das Ilhas Cook, saiu de um porto da Rússia carregado de gasolina. Integrava a chamada frota fantasma, utilizada pelo Kremlin para contornar sanções ocidentais.

Não houve condenações ou responsabilização até o momento. O dano ocorreu em águas internacionais, sob jurisdição de direito do mar, em uma era em que a internet mundial depende de cabos submarinos.

Desdobramentos legais e contexto

Um tribunal finlandês declinou de julgar o caso, citando que o incidente ocorreu fora de sua jurisdição. A cena evidencia uma guerra invisível dos cabos, ainda sem frente definida nem culpado claro.

O episódio ganhou relevância ao ser apresentado pelo programa Fronteiras, com explicação de Rodrigo da Silva sobre os impactos estratégicos dos cabos submarinos para o Ocidente.

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