- Victor Lima Sedlmaier foi preso neste sábado, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, acusado de fazer parte do grupo de hackers conhecido como “Os Meninos”, ligado a Daniel Vorcaro.
- Ele era considerado foragido desde o dia 13, quando a prisão preventiva foi decretada pelo ministro André Mendonça, do STF, na sexta fase da Operação Compliance Zero.
- A Polícia Federal informou que Sedlmaier foi deportado imediatamente ao Brasil e desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, onde foi preso pelas autoridades brasileiras.
- Na investigação, Sedlmaier disse ser estudante de ciência da computação e ter prestado serviços a David Henrique Alves desde julho de 2024, recebendo dois mil reais mensais mais bônus, em um fluxo financeiro ligado a Felipe Mourão (Sicário) e ao núcleo da organização.
- As apurações apontam que ele ajudou a ocultar provas no dia da deflagração da terceira fase da Compliance Zero e participou da mudança rápida da casa do grupo em Lagoa Santa, Minas Gerais.
Victor Lima Sedlmaier, suspeito de integrar o grupo de hackers conhecido como Os Meninos, foi preso neste sábado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele era considerado foragido desde o dia 13, quando teve a prisão preventiva decretada pelo STF.
A prisão faz parte da 6ª fase da Operação Compliance Zero. A defesa de Sedlmaier não foi localizada pela reportagem. Após a detenção, a PF acionou mecanismos de cooperação internacional para a não admissão no país árabe e a deportação do investigado.
Sedlmaier foi deportado e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), onde foi preso pelas autoridades brasileiras. A Polícia Federal informou que houve cooperação com autoridades dos Emirados Árabes Unidos, resultando na deportação imediata.
Envolvidos e contexto
De acordo com as investigações, Sedlmaier integrava o núcleo chamado “Os Meninos”, cuja liderança era de David Henrique Alves. Alves, por sua vez, recebia encomendas de serviços de Luiz Phillipi Mourão, o Sicario, que respondia diretamente a Vorcaro.
O Sicario, conforme apurado, foi preso na fase anterior da operação, e Mourão teve desfecho relacionado a incidentes envolvendo a própria vida. Investigações apontam que Sedlmaier atuava como prestador de serviços remunerado, com vínculo a David e ao fluxo econômico envolvendo Mourão e o núcleo central da organização.
Durante depoimento à PF, Sedlmaier afirmou ser estudante de ciência da computação e ter prestado serviços a David desde julho de 2024, recebendo cerca de R$ 2 mil mensais, além de bônus. Ele disse saber que David trabalhava para Mourão por questões de Daniel Vorcaro.
A PF ressaltou que os dados indicam o envolvimento de Sedlmaier em um fluxo de atividades que não se limitava ao núcleo de David, conectando-se a interesses de Felippe Mourão e ao grupo central da organização, sob encomendas de Vorcaro.
Segundo a investigação, Sedlmaier também ajudou a ocultar provas no dia da deflagração da terceira fase da Compliance Zero, que prendeu Sicario no início de março. A defesa não foi localizada para comentar o caso.
Além de Sedlmaier, a 6ª fase da Compliance Zero determinou a prisão preventiva de Henrique Vorcaro (pai de Daniel Vorcaro) e de David Alves e Rodrigo Franco, respectivamente líder e integrante do grupo Os Meninos, além de um policial federal ativo e um aposentado.
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