- O Hamas pediu que os Estados Unidos pressionem Israel a parar ataques, após a morte do líder do braço militar do grupo.
- O Exército de Israel afirma ter assassinado Izz al-Din al-Haddad, chefe militar do Hamas em Gaza, em um ataque aéreo.
- Haddad assumiu a posição de liderança após a morte de Mohammad Sinwar, em maio de dois mil e vinte e cinco.
- O Hamas classificou o episódio como violação perigosa e sem precedentes do cessar-fogo e criticou a incapacidade de mediadores em fazer Israel cumprir o acordo.
- Israel e Hamas seguem em impasse nas negociações indiretas sobre o plano pós-guerra para Gaza, com ataques israelenses intensificados na região.
O Hamas afirma que o assassinato do líder do braço armado foi uma violação perigosa e sem precedentes do cessar-fogo. A afirmação foi feita neste sábado (16) pela organização. O ataque ocorreu em Gaza e teve como alvo o líder militar do Hamas.
Militares israelenses disseram ter matado Izz al-Din al-Haddad, chefe militar do Hamas em Gaza. Ele teria assumido o posto após o assassinato de Mohammad Sinwar em maio de 2025. A ofensiva é apresentada como ação contra responsáveis por ataques contra civis e soldados.
Al-Haddad seria apontado pela parte israelense como responsável pelo assassinato, sequestro e danos infligidos a civis e militares, segundo as forças de Israel. O Hamas contesta a narrativa, ressaltando que não há cumprimento do cessar-fogo pelos mediadores.
Contexto diplomático
As negociações indiretas para avançar o plano pós-guerra do presidente dos EUA, Donald Trump, seguem estagnadas. O objetivo é reduzir o conflito em Gaza, após mais de dois anos de confrontos na região.
Israel intensificou ataques em Gaza nas semanas recentes, após interromper cooperação militar com os EUA no Irã. As ações atuais estariam direcionadas a áreas sob controle de militantes, conforme relato das forças israelenses.
O Hamas mantém pressão diplomática, cobrando cumprimento do cessar-fogo e o fim das violações. A organização argumenta que mediadores não conseguiram obrigar a ocupação a cumprir acordos.
O conflito continua gerando dificuldades humanitárias em Gaza, com impactos significativos à população local. Autoridades internacionais seguem na tentativa de facilitar um retorno ao diálogo e reduzir a violência.
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