- Ao menos 80 brasileiros estão entre os 6.437 procurados internacionais da Interpol.
- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a inclusão do empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, na lista vermelha da Interpol, no contexto da operação São Refino da Polícia Federal.
- Magro vive nos Estados Unidos desde 2016.
- A lista envolve crimes como homicídio, tráfico internacional de drogas, violência sexual contra crianças, organização criminosa e adulteração de provas; entre os procurados, 72 são homens e 8 são mulheres.
- A Interpol facilita a troca de informações entre autoridades, mas não pode obrigar prisões; cada país membro decide o valor legal do alerta vermelho.
O ministro Alexandre de Moraes pediu, na sexta-feira (15), a inclusão do empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, na lista de difusão vermelha da Interpol. O pedido integra a operação São Refino, da Polícia Federal, ligada a ações contra corrupção e crime organizado no Brasil.
Segundo apuração, Magro vive nos Estados Unidos desde 2016. A solicitação ocorre no mesmo movimento que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e outros alvos da PF. A Interpol poderá emitir um alerta internacional caso a solicitação seja aceita pelo comitê competente.
Atualmente, ao menos 80 brasileiros integram a lista vermelha entre os 6.437 procurados internacionais da organização. Entre os procurados, há casos de homicídio, tráfico de drogas, violência sexual, organizações criminosas e ocultação de provas.
Lista Vermelha: o que é e quem está envolvido
A lista vermelha facilita a troca de informações entre autoridades de diferentes países. Ela pode conter dados como nome, data de nascimento, nacionalidade e fotografias, além do crime pelo qual o foragido é procurado.
A Interpol ressalta que não prende; a decisão de prender cabe aos países membros, mediante mandado ou ordem judicial.
Entre na conversa da comunidade