- O Irã afirmou ter preparado um mecanismo para gerenciar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, com uma rota específica a ser divulgada em breve.
- Segundo o presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, apenas embarcações comerciais e entidades que cooperarem com o Irã poderão se beneficiar do acordo, com cobrança de taxas por serviços especializados.
- O Irã fechou Ormuz após o início da guerra com os Estados Unidos; antes do conflito, a rota respondia por cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo.
- As negociações para encerrar a guerra seguem em impasse, com as duas partes rejeitando as propostas mais recentes.
- O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, informou que Teerã recebeu mensagens dos EUA sinalizando disposição para continuar as negociações e que há expectativa de avançar para assegurar o tráfego no estreito.
O Irã afirmou ter preparado um mecanismo para gerenciar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, com uma rota específica a ser divulgada em breve. A informação foi divulgada pelo deputado Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano.
Segundo Azizi, apenas embarcações comerciais e entidades que cooperam com o regime iraniano poderão usufruir do acordo, mediante o pagamento de taxas por serviços especializados vinculados ao mecanismo.
O Estreito de Ormuz já esteve fechado desde o início do conflito entre Irã e Estados Unidos. Antes da interrupção, a passagem respondia por cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, o que provocou a maior crise de abastecimento e aumento de preços.
Negociações e perspectivas
As negociações para encerrar o conflito estão em impasse desde a semana anterior, com EUA e Irã rejeitando propostas mútuas. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse ter recebido sinais dos EUA de disposição para retomar as negociações, em declarações feitas em Nova Délhi.
A autoridade iraniana disse esperar que, com o avanço das conversas, seja possível assegurar completamente o Estreito de Ormuz e acelerar a normalização do tráfego marítimo na região.
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