- As Forças de Defesa de Israel anunciaram a eliminação de Izz al-Din al-Haddad, apontado como substituto de Mohammed Sinwar no comando militar do Hamas em Gaza, em ataque aéreo na cidade de Gaza na sexta-feira (15).
- Haddad era visto como um dos últimos comandantes de alto escalão e foi identificado como um dos arquitetos do ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel.
- Segundo o Times of Israel, ele era conhecido pelo apelido “O Fantasma” e liderava a Brigada da Cidade de Gaza durante os ataques de outubro de 2023.
- O Hamas confirmou a morte, chamando o ato de assassinato traiçoeiro e covarde, e afirmou que Haddad morreu no bombardeio no bairro Remal, ao lado da esposa, da filha e de outros civis.
- As Forças de Defesa de Israel afirmam que Haddad esteve envolvido na criação e manutenção de cativeiros em Gaza e no gerenciamento do sistema de reféns; o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, considerou a morte um “sucesso operacional significativo”.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram neste sábado (16) a eliminação de Izz al-Din al-Haddad, apontado como substituto de Mohammed Sinwar no comando do braço militar do Hamas na Faixa de Gaza. Haddad foi morto em ataque aéreo na sexta-feira (15) na Cidade de Gaza, no norte do enclave.
As FDI disseram que Haddad era um dos últimos comandantes de alto escalão ainda ativos e que foi um dos arquitetos do ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel. Segundo o governo israelense, ele assumiu funções centrais após a morte de Sinwar e trabalhava para reorganizar as capacidades militares do Hamas e planejar novos ataques.
Segundo o Times of Israel, Haddad era conhecido pelo apelido O Fantasma e já sobreviveu a várias tentativas de assassinato. O veículo informou que liderava a Brigada da Cidade de Gaza durante os ataques de outubro de 2023 e era considerado um dos últimos integrantes da cúpula militar diretamente envolvidos no planejamento do massacre contra civis israelenses.
O Hamas confirmou a morte de Haddad neste sábado. Em nota veiculada pela Al Jazeera, o grupo acusou Israel de assassinato traiçoeiro e afirmou que Haddad morreu ao lado da esposa, da filha e de outros civis durante bombardeio no bairro Remal, na Cidade de Gaza.
A defesa israelense também informou que Haddad participou da criação e da manutenção dos cativeiros em Gaza, usados para manter civis sequestrados durante os ataques de outubro de 2023. O Exército afirmou que ele gerenciava o sistema de reféns e, em certos momentos, cercava civis para dificultar operações de Israel.
O chefe do Estado-Mor israelense, tenente-general Eyal Zamir, classificou a morte como um sucesso operacional significativo. Zamir mencionou que o nome de Haddad aparecia repetidamente em relatos de ex-reféns libertados pelo Hamas.
A operação ocorre no contexto da continuidade das ações militares em Gaza, iniciadas após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1,2 mil mortos em Israel e 251 pessoas sequestradas.
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