- Israel atacou o sul do Líbano neste sábado, mirando pelo menos cinco vilarejos, incluindo um a mais de cinquenta quilômetros da fronteira.
- O bombardeio ocorreu mesmo com a prorrogação de mais quarenta e cinco dias da trégua, acertando áreas após avisos de retirada.
- A Agência Nacional de Notícias do Líbano confirmou novos deslocamentos de residentes para Sidon e Beirute.
- As mortes no Líbano passaram de 2.900 desde o início do conflito, com mais de 400 desde o início da trégua; Israel disse ter perdido dezenove soldados.
- O Hezbollah reivindicou ataques contra o norte de Israel e contra tropas israelenses no sul; negociações em Washington levaram à extensão do cessar-fogo.
Israel intensificou ataques aéreos no sul do Líbano neste sábado, horas após a prorrogação do cessar-fogo por mais 45 dias. O alvo declarado era o Hezbollah, mas os bombardeios atingiram ao menos cinco vilarejos, incluindo um a mais de 50 km da fronteira.
Agência libanesa informou novos deslocamentos de residentes rumo a Sidon, no sul, e a Beirute, ampliando o temor entre milhares de libaneses já expulsos de casa. Os ataques também teriam atingido áreas longe da fronteira, elevando a desconfiança sobre a estabilidade da trégua.
O conflito já deixou mais de 2.900 mortos no Líbano desde o início da guerra, com mais de 400 fatalities desde a entrada em vigor da trégua. Em Harouf, no sul, o Ministério da Saúde libanês confirmou ao menos seis mortos, incluindo três paramédicos.
Prorrogação do cessar-fogo
Na sexta-feira, autoridades de ambos os países anunciaram a extensão da trégua por 45 dias, após negociações em Washington. O acordo manteve a necessidade de reduzir as violações e criou um corredor de segurança com apoio dos EUA.
O Hezbollah reivindicou ataques contra alvos israelenses no norte do Líbano e no sul, justificando as ações como resposta a violações do cessar-fogo. O grupo também destacou ações contra tropas israelenses em Khiam, reforçando a escalada regional.
As delegações de negociação do Líbano enfatizaram que a prorrogação proporciona “um espaço de respiro” para cidadãos e para as instituições estatais, além de abrir caminho para uma solução política duradoura. Israel, por sua vez, afirma que atuará para neutralizar ameaças na região.
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