- O USS Gerald R. Ford retornou ao porto da Virgínia neste sábado, após quase um ano no mar.
- O porta-aviões, o maior e mais novo da frota, entra para a história como o mais longo destacamento operacional desde o fim da Guerra do Vietnã.
- A missão incluiu participação na captura de Nicolás Maduro, além de envolvimento com o Irã, um incêndio a bordo e repetidos problemas de encanamento.
- Um incêndio na lavanderia, em março, levou cerca de 30 horas para ser controlado; cerca de 600 marinheiros ficaram sem camas, sem ferimentos graves.
- O almirante Daryl Caudle disse que o destacamento durou 11 meses, bem acima dos sete meses esperados, e as famílias comemoraram o retorno após um ano difícil.
O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões dos Estados Unidos, retornou ao porto da Virgínia neste sábado, após quase um ano no mar. A viagem integrou operações de destaque para a administração Trump, incluindo participação na captura de Nicolás Maduro, confrontos com o Irã e um incêndio a bordo, além de problemas de encanamento. O período marca o maior destacamento operacional de um porta-aviões desde 1975.
Para as famílias, o retorno encerra um ano de incertezas e audiências ao redor da vida dos marinheiros. Centenas de parentes aguardavam no porto de Norfolk para receber o navio, com cartazes de boas-vindas. O episódio reforça o peso emocional enfrentado pela tripulação durante meses de operações.
Retorno ao porto e avaliação da missão
O almirante Daryl Caudle reconheceu que o destacamento durou mais do que o previsto, incluindo 11 meses no mar em vez de sete. Ele mencionou perdas pessoais durante o período, como casamentos e nascimentos, citando o impacto humano das longas missões.
Amini Osias, pai de uma eletricista de aviação que serviu a bordo, afirmou à CNN que finalmente poderá retomar a rotina de sono e planejar um encontro com a filha para ouvir o relato sobre a missão. Ele descreveu a expectativa de um retorno tranquilo após o tempo no mar.
Incêndio e problemas a bordo
O Ford enfrentou um incêndio na lavanderia em março, que exigiu cerca de 30 horas para ser contido, limpo e assegurado contra reacendimentos. Cerca de 600 tripulantes ficaram sem dormir em acomodações por causa dos danos, agravando a logística de uso das instalações.
Caudle informou que as causas do incêndio ainda estão sob investigação. O episódio ocorreu após repetidos problemas no sistema de encanamento, que causaram interrupções parciais nas operações de limpeza e serviço a bordo.
Contexto operacional e desdobramentos
Apesar de ser o porta-aviões mais moderno da frota, o Ford teve falhas que afetaram a rotina da tripulação, levando a paradas para reparos durante a viagem. A embarcação permaneceu no centro de uma série de operações e decisões da gestão de segurança e logística naval durante o destacamento.
As informações oficiais ressaltam que o desempenho técnico do navio permanece sob avaliação, com foco na segurança, na continuidade das atividades de voo e na manutenção de sistemas críticos, após os incidentes observados.
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