- Duas marchas separaram o centro de Londres neste sábado: uma contra imigração e outra pró-palestinos, com dezenas de milhares de pessoas participando.
- A polícia mobilizou quatro mil agentes, incluindo reforços de fora da cidade, em uma das maiores operações de ordem pública dos últimos anos; 11 prisões foram registradas até o início das manifestações.
- O primeiro-ministro Keir Starmer acusou os organizadores da passeata Unite the Kingdom de promover ódio e divisão.
- A marcha pró-imigração foi organizada pelo ativista Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson; o governo proibiu a entrada de 11 pessoas consideradas agitadores de extrema direita.
- Os protestos pró-palestinos ocorreram no Dia da Nakba; ataques recentes a locais judeus em Londres elevaram a tensão, com relatos de maior sensação de intimidação entre a comunidade judaica.
Aconteceu neste sábado em Londres a realização de dois protestos de natureza distinta em pleno centro da cidade. Dezenas de milhares participaram de manifestações separadas: uma contra altos níveis de imigração e outra em apoio aos palestinos. A polícia descreveu a operação como a maior de ordem pública em anos.
O governo enviou cerca de 4.000 policiais, com reforços de fora da capital, e informou que usaria os poderes legais de forma firme. O objetivo era assegurar distâncias entre os grupos e evitar confrontos. Não houve registro de confrontos graves até o início da tarde.
Segundo a polícia, 11 prisões foram registradas por delitos diversos logo após o início das marchas. A expectativa inicial era de presença de pelo menos 80 mil pessoas nas duas concentrações.
Pró-palestinos
Perto dali, manifestantes pró-palestinos levaram bandeiras e realizaram uma marcha em apoio aos palestinos, associada ao Dia da Nakba, que relembra a perda de terras na criação de Israel em 1948. A pauta recebeu adesão de segmentos contrários à marcha de Unite the Kingdom.
A polícia observa que, em meio a esse conjunto de ações, houve relatos de discursos e frases ofensivas em alguns momentos. Não há confirmação de incidentes de violência de grande porte até o momento.
Há meses, Londres tem registrado ataques incendiários a locais judaicos e ataques com ferimentos, o que elevou preocupações sobre segurança. Autoridades disseram que a presença de grandes marchas pró-palestinas impacta a sensação de segurança de comunidades judaicas.
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