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Milhares marcam protestos separados em Londres sobre imigração e Palestina

Londres presencia dois protestos, contra imigração e a favor dos palestinos; polícia prende onze suspeitos e mobiliza quatro mil agentes para a operação

Pessoas seguram bandeiras palestinas ao lado de estátua do britânico Banksy, durante marcha realizada pela Palestine Solidarity Campaign, para marcar o 78º aniversário da Nakba e contra o comício "Unite the Kingdom" organizado pelo ativista anti-imigração britânico Stephen Yaxley-Lennon, em Londres, Grã-Bretanha, 16 de maio de 2026. REUTERS/Chris J Ratcliffe
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  • Dezenas de milhares de pessoas participaram, em dois protestos distintos no centro de londres: um contra imigração e outro apoiando os palestinos.
  • A operação policial envolveu cerca de quatro mil agentes, com reforços de fora da capital, considerada a maior ação de ordem pública em anos.
  • Ao todo, a polícia informou onze prisões logo no início das marchas, ainda sem confirmação de outros detidos.
  • O primeiro-ministro Keir Starmer criticou os organizadores do ato pró-imigração na sexta-feira, chamando o evento de propagação de ódio e divisão.
  • O movimento pró-palestino marcou o Dia da Nakba; autoridades destacam preocupações com intimidação de judeus no centro da cidade após ataques recentes.

Dezenas de milhares de pessoas ocuparam o centro de Londres neste sábado, em dois protestos distintos: um contra altos níveis de imigração e outro em apoio aos palestinos. A operação policial mobilizou mais de 4.000 agentes, com reforços de fora da cidade, e prometeu agir com firmeza para manter a ordem. A expectativa era de pelo menos 80.000 participantes somados.

Logo no início das marchas, a polícia informou 11 prisões por diversos delitos. A maior operação de ordem pública em anos recebeu instruções para uso assertivo de poderes, diante das previsões de aglomeração.

O primeiro-ministro Keir Starmer criticou, na véspera, os organizadores da marcha denominada Unite the Kingdom, afirmando que propagam ódio e divisão. O evento foi liderado pelo ativista anti-imigração Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson, cuja passagem pela Grã-Bretanha já gerou controvérsia.

Protestos pró-palestinos e contexto local

Próximo do local principal, manifestantes em apoio aos palestinos realizaram uma marcha para marcar o Dia da Nakba, lembrando a criação de Israel e os conflitos de 1948. Bandeiras palestinas estiveram presente ao lado de símbolos de apoio à causa.

A polícia destacou repercussões de ataques recentes a locais judaicos em Londres, que geraram clima de intimidação entre parte da comunidade. Em alguns momentos, houve gritos de protesto que foram registrados pela força de segurança como linguagem de ameaça.

A cobertura também ressalta que, em anos anteriores, marchas de apoio a Robinson atraíram milhares de pessoas, com incidentes envolvendo prisões e ações de busca por suspeitos adicionais. A imigração tem sido tema recorrente em eventos públicos na capital britânica.

Dados oficiais apontam que a migração líquida anual ficou em torno de 900.000 em 2022 e 2023, caindo para cerca de 200.000 no ano seguinte após ajustes nas regras de visto de trabalho. Os números ajudam a contextualizar o tema para parte do público presente.

As autoridades indicaram que, além das prisões, a operação envolveu medidas de controle de multidão, com rotas de deslocamento monitoradas e pontos de intervenção rápida. A atuação buscou preservar a segurança de participantes e transeuntes.

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