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Peru anuncia candidatos ao 2º turno após pedido de prisão de Sánchez

Peru anunciará os candidatos do segundo turno neste domingo, após pedido de prisão de Sánchez; MP aponta contribuições não declaradas de mais de US$ 59 mil

Sánchez e Rafael López Aliaga disputam a vaga para concorrer contra Keiko Fujimori no segundo turno
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  • O Tribunal Eleitoral do Peru anunciará neste domingo (17) os dois candidatos que disputarão o segundo turno da eleição presidencial de 7 de junho.
  • A proclamação ocorre após o Ministério Público pedir mais de cinco anos de prisão para o candidato nacionalista Roberto Sánchez.
  • Sánchez é acusado de apresentar informações falsas às autoridades eleitorais sobre supostas contribuições de apoiadores entre 2018 e 2020.
  • Segundo o Ministério Público, Sánchez e o irmão William teriam recebido mais de US$ 59 mil (cerca de R$ 295 mil) em contribuições não declaradas.
  • Sánchez e Rafael López Aliaga disputam o segundo turno contra a conservadora Keiko Fujimori.

O Tribunal Eleitoral do Peru anunciou neste domingo (17) a proclamação dos dois candidatos que disputarão o segundo turno da eleição presidencial, prevista para 7 de junho. A decisão ocorreu após o Ministério Público solicitar prisão de até mais de cinco anos para o candidato nacionalista Roberto Sánchez.

O anúncio confirma que Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga disputam o segundo turno, com a conservadora Keiko Fujimori como outra possível adversária na contagem oficial. A definição ocorre três dias antes do prazo máximo para divulgação dos candidatos remanescentes.

Segundo o Ministério Público, Sánchez e seu irmão mais novo, William, teriam recebido mais de US$ 59 mil (aproximadamente R$ 295 mil) em contribuições de integrantes do seu partido para atividades partidárias, sem registros em relatórios financeiros.

Acusação e pedido de prisão

O procurador-geral Tomás Gálvez afirmou que Sánchez é beneficiado pela presunção de inocência, mas que esse status poderá mudar caso haja condenação em julgamento. A defesa contesta as acusações e sustenta que não houve irregularidade grave.

O Ministério Público sustenta que as contribuições não declaradas ocorreram entre 2018 e 2020, envolvendo o próprio Sánchez e o irmão, conforme documentos recebidos pela Justiça Eleitoral. A acusação aponta falhas de prestação de contas do partido.

Sánchez permanece como candidato ativo, mantendo atividades políticas, até que haja decisão judicial. A proclamação aponta para a continuidade da disputa entre os nomes da esquerda nacionalista e de rivais conservadores.

A corrida presidencial peruana segue com a contagem atual que aponta para uma disputa acirrada entre Sánchez, López Aliaga e Fujimori. A proclamação oficial define quem disputará o segundo turno no pleito de junho.

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