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Protestos de extrema direita e pró-Palestina elevam tensões em Londres

Milhares marcham em Londres em lados opostos; polícia mobiliza quatro mil agentes e usa reconhecimento facial para evitar confrontos entre grupos rivais

Em setembro de 2025, marcha organizada pelo UTK reuniu cerca de 150 mil pessoas (Christopher Furlong/Getty Images)
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  • Em Londres, ocorreram protestos simultâneos entre apoiadores da extrema direita do grupo Unite the Kingdom, liderado por Tommy Robinson, e manifestantes pró-Palestina e antifascistas ligados à Nakba.
  • A Scotland Yard mobilizou cerca de quatro mil policiais, além de drones, cavalos, helicópteros e veículos blindados; a estimativa era de mais de oitenta mil pessoas nas ruas.
  • Forçou-se restrição de trajeto e horário para manter distância entre os atos; pela primeira vez, houve anúncio de uso de reconhecimento facial em tempo real pela polícia.
  • O governo britânico proibiu a entrada de ativistas estrangeiros ligados ao UTK; o cenário político incluía crescimento de movimentos nacionalistas após a eleição local do Reform UK, e o premiê Keir Starmer prometeu enfrentar grupos que promovam ódio e divisão.
  • As manifestações coincidiram com a final da Copa da Inglaterra, entre Manchester City e Chelsea, em Wembley, gerando apreensão de violência ligada a torcedores de extrema direita.

Milhares de pessoas participaram neste sábado, 16, de manifestações simultâneas no centro de Londres. De um lado, apoiadores do grupo de extrema direita Unite the Kingdom (UTK), liderado pelo ativista Tommy Robinson. Do outro, manifestantes pró-Palestina e antifascistas ligados à data Nakba, que relembra o deslocamento de palestinos em 1948.

A polícia de Londres mobilizou cerca de 4 mil agentes, com drones, cavalos, helicópteros e veículos blindados para evitar confrontos entre os grupos. Estima-se a presença de mais de 80 mil pessoas nas ruas, com restrições de trajeto e horário para manter distância entre as manifestações. Até o meio da tarde, pelo menos 11 pessoas haviam sido presas por infrações.

Pela primeira vez, as autoridades anunciaram o uso de reconhecimento facial em tempo real durante uma manifestação desse porte. O governo britânico reforçou que a medida visa facilitar a identificação de indivíduos com histórico de violência.

Contexto político e segurança

O protesto da extrema direita surge em meio ao crescimento de movimentos nacionalistas e anti-imigração no Reino Unido, após o avanço do Reform UK nas eleições locais. O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que grupos que promovem ódio e divisão serão enfrentados com rigor pelas autoridades. O governo também proibiu a entrada de estrangeiros ligados ao ato organizado pelo UTK.

As autoridades acompanham de perto a marcha liderada por Robinson, devido ao histórico de discursos islamofóbicos e episódios de violência associados a seus apoiadores. Em vídeos pré-protesto, Robinson pediu que participantes evitassem confrontos.

O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha orientou a comunidade a evitar o centro de Londres neste fim de semana, por temores de episódios de violência e discursos islamofóbicos. Em nota, a entidade cita incidentes em eventos anteriores que incitaram ódio e violência.

Luta entre grupos e impacto no dia de jogo

As manifestações ocorrem paralelamente à final da Copa da Inglaterra, entre Manchester City e Chelsea, disputada em Wembley. A polícia teme a participação de torcedores vinculados a movimentos de direita, o que eleva o risco de confrontos durante o evento esportivo.

Autoridades reforçaram que os trabalhos de segurança seguem com foco na proteção de cidadãos e evitar incidentes entre as multidões. Não houve informações de feridos graves até o fechamento desta edição.

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