- Milhares participaram de duas marchas no centro de Londres neste sábado, 16: uma pró-Palestina e outra contra a imigração.
- A polícia mobilizou quatro mil agentes, com reforços vindos de fora da capital, em uma operação descrita como a maior de ordem pública dos últimos anos.
- Ao início das manifestações, a polícia informou 11 prisões por diversos crimes; previa-se a participação de pelo menos oitenta mil pessoas.
- O primeiro-ministro Keir Starmer acusou os organizadores da marcha Unite the Kingdom de espalhar ódio e divisão; o protesto era liderado pelo ativista Tommy Robinson, que teve 11 indivíduos proibidos de entrar no Reino Unido.
- A marcha pró-Palestina ocorreu próximo a manifestações contrárias à imigração; houve relatos de cânticos e tensões com comunidades judaicas, com autoridades monitorando possíveis casos de incitação ao ódio.
Milhares de pessoas saíram às ruas do centro de Londres neste sábado para dois protestos distintos: um contra imigração de alto fluxo e outro em apoio aos palestinos. A maior parte das concentrações ocorreu perto de áreas centrais da capital britânica, com mobilização de organizadores distintos e mensagens divergentes.
A Polícia Metropolitana informou que mobilizou cerca de quatro mil agentes, com reforços vindos de fora de Londres, para controlar as manifestações. A força afirmou que adotaria o que chamou de uso assertivo de seus poderes diante do que classificou como a maior operação de ordem pública em anos.
Pouco após o início das marchas, a polícia informou 11 prisões por diversos crimes. A previsão inicial era de participação de no mínimo 80 mil pessoas, número que não se confirmou.
Quem está envolvido e o que motivou
O protesto contra imigração foi promovido por ativistas ligados a grupos anti-imigração, enquanto a marcha pró-palestina contou com apoiadores da causa em memória ao Dia da Nakba, lembrando a fundação de Israel e as perdas palestinas em 1948.
Entre os organizadores da marcha anti-imigração está o ativista Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson. O governo britânico proibiu a entrada de 11 indivíduos ao Reino Unido, classificados como agitadores estrangeiros de extrema-direita, para discursarem no evento.
A polícia informou que, ao longo das marchas, ocorrências de crimes de ordem pública com motivações religiosas ou raciais foram alvo de prisões, bem como incidentes de incitação ao ódio ou apoio a organizações proibidas.
Contexto e desdobramentos
A Prefeitura de Londres destacou que a cidade tem sofrido ataques incendiários contra locais judaicos, com dois homens judeus esfaqueados recentemente em um episódio considerado terrorism.
Dados do censo mostram aumento da população muçulmana na Inglaterra e no País de Gales, de 4,9% em 2011 para 6,5% em 2021, refletindo mudanças demográficas relevantes para o cenário local.
Durante o protesto pró-palestina, manifestantes também contestaram a marcha Unite the Kingdom, com participação de bandeiras palestinas e mensagens diversas. Em anos anteriores, eventos com participação de Robison já atraíram grande público e envolveram prisões, inclusive em episódios com discursos de figuras internacionais.
Observações finais
A polícia indicou que, mesmo com diferentes correntes de apoio, mantiveram-se esforços para controlar a atuação de grupos que pudessem incitar conflitos. A operação foi acompanhada por cobranças de segurança para evitar confrontos entre as narrativas em disputa.
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