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Suíça divulgará arquivos sobre Mengele, o ‘Anjo da Morte’ que morreu no Brasil

Suíça anunciará divulgação de arquivos secretos sobre Josef Mengele, abrindo espaço para confirmar ou descartar passagem do nazista pelo país

O médico nazista da SS Josef Mengele enviou cerca de 400.000 pessoas, a maioria delas judias, para a morte
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  • O Serviço Federal de Inteligência da Suíça vai tornar públicos arquivos secretos sobre Josef Mengele, o médico nazista conhecido como Anjo da Morte.
  • Mengele fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial, viveu na América do Sul e morreu no Brasil em 1979; rumores indicam que ele passou pela Suíça, mas não havia confirmação oficial.
  • Pesquisadores apontam que, em 1961, a polícia de Zurique monitorou um apartamento ligado à mulher de Mengele, que alugou moradia perto do aeroporto, em caso de viagem do marido.
  • Há questionamentos sobre o que os papéis suíços podem revelar; muitos especialistas duvidam de que contenham informações significativas sobre Mengele, ainda que reconheçam possível menção a serviços de inteligência estrangeiros.
  • O acesso aos arquivos foi negado por décadas, com autoridades justificando por segurança nacional; agora caberá a órgãos suíços estabelecer condições para a consulta, sem data definida.

O Serviço Federal de Inteligência da Suíça informou que tornará públicos arquivos secretos sobre Josef Mengele, médico da SS conhecido como Anjo da Morte. O material aborda a fuga do criminoso de guerra após a Segunda Guerra Mundial e sua morte no Brasil em 1979. A decisão ocorre após anos de resistência de autoridades e de pedidos de historiadores.

Historamente, Mengele foi destaque em Auschwitz, onde selecionava vítimas para as câmaras de gás. Depois da guerra, mudou de identidade e suprimiu a própria história, obtendo documentos de viagem pela Cruz Vermelha para fugir a América do Sul. Na Suíça, surgiram rumores de passagem pelo país, alimentando especulações entre pesquisadores.

A revelação sobre a divulgação chega em meio a debates sobre acesso a arquivos classificado e a papel da Suíça como rota de fuga para nazistas. Historiadores sustentam diferentes leituras sobre o que pode estar contido nos documentos, alguns defendem a inexistência de informações relevantes, outros apontam possíveis contatos com serviços estrangeiros de inteligência.

Desdobramentos da divulgação aguardados

A solicitação de acesso aos arquivos foi alvo de contestações anteriores, com o governo alegando motivos de segurança nacional. Em 2019 e 2025, pesquisadores tiveram pedidos recusados, o que gerou críticas e ações judiciais. A nova comunicação indica que o acesso poderá ocorrer sob condições definidas.

Especialistas dizem que o conteúdo pode não esclarecer diretamente a presença de Mengele na Suíça, mas pode trazer referências a serviços de inteligência estrangeiros. Pesquisadores lembram que o Mossad atuou na caça a nazistas fugitivos e que informações confidenciais costumam ser retidas por razões de segurança.

Ainda não há data definida para a divulgação, e o Serviço Federal de Inteligência ressalta que o acesso dependerá de requisitos a serem estabelecidos. A discussão envolve equilíbrio entre transparência histórica e proteção de informações sensíveis.

Reações e leituras dos especialistas

Alguns historiadores expressam ceticismo quanto à existência de dados relevantes sobre Mengele no material suíço. Outros destacam que a abertura de arquivos pode contribuir para entender o papel da Suíça durante o período da Segunda Guerra Mundial, especialmente no que diz respeito a políticas de alívio de refugiados e à cooperação internacional.

Entre as vozes, há quem aponte que o sigilo pode refletir tensões entre segurança nacional e memória histórica. Pesquisadores ressaltam que, independentemente do conteúdo específico, a decisão de desclassificar pode influenciar debates sobre responsabilidade histórica do país.

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