- Donald Trump, após reunião com Xi Jinping em Pequim, disse à Fox News que não quer que Taiwan se declare independente e pediu que as tensões entre China e ilha sejam acalmadas.
- Trump afirmou que não se comprometeu com a autogoverança de Taiwan e destacou que não pretende levar a guerra, ressaltando a distância de cerca de 15 mil quilômetros entre os dois países.
- Taiwan já havia sinalizado que não precisa declarar independência formal, considerando-se uma nação soberana; EUA mantêm relação não oficial com a ilha e apoio à autodefesa.
- A China tem intensificado exercícios militares ao redor de Taiwan e considera Taiwan parte de seu território; risco de conflito é tema constante nas negociações China-EUA.
- Em 2025, os EUA anunciaram venda de armas a Taiwan no valor de US$ 11 bilhões; Trump disse que decidirá em breve se a operação poderá seguir, discutindo o tema com Xi.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pretende que Taiwan declare independência formal. A declaração ocorreu durante entrevista à Fox News ao final de uma cúpula de dois dias com o líder chinês Xi Jinping em Pequim, após visitas recentes à China. O tom foi de buscar acalmar tensões envolvendo a ilha.
Trump deixou claro que não se compromete com autogoverno de Taiwan e reforçou a posição de Washington, que não reconhece formalmente a independência de Taiwan, mantendo relações não oficiais com a ilha. Em sua leitura, a China quer evitar movimentos que desafiem o status quo.
Taiwan, representada pelo líder Lai Ching-te, tem mantido distinta a linha de não declarar formalmente independência, embora muitos taiwaneses se vejam como uma nação separada. Ainda assim, a maioria defende o status quo na relação com a China.
Contexto de segurança e apoio militar
Os EUA apoiam Taiwan de forma contínua, incluindo uma obrigação de autodefesa, sem promover ruptura com Pequim. Trump afirmou que não discutiu uma possível defesa dos EUA a Taiwan durante a cúpula, destacando que a solução passa pela pacificação entre China e Taiwan.
A China tem intensificado exercícios militares ao redor de Taiwan e se posiciona contrária a qualquer movimento formal em direção à independência. Xi Jinping reiterou, em contato com a mídia estatal, que a estabilidade no estreito é essencial e que conflitos não devem ocorrer.
Repercussões e próximos passos
No fim do ano passado, o governo norte-americano anunciou um pacote de armas de 11 bilhões de dólares para Taiwan, incluindo sistemas avançados de lançamento de foguetes. Pequim criticou o pacote e reiterou a desaprovação de quaisquer ajustes na relação com a ilha.
Trump indicou que discutiu o tema com Xi em detalhes e que decidiria em breve se a venda de armamentos a Taiwan poderia prosseguir. A intervenção de Washington segue sob o argumento de manter equilíbrio regional sem provocar confronto direto.
Ponto de vista de Taiwan
O vice-ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Chen Ming-chi, afirmou que é necessário esclarecer o significado das observações de Trump. Chen destacou que as vendas de armas aos Taiwan são previstas pela lei local e que o acordo de segurança com os EUA funciona como mecanismo de dissuasão.
O governo taiwanês também ressaltou que o relacionamento com os EUA serve para preservar a paz na região. Lin Chia-lung, ministro taiwanês de Relações Exteriores, disse que as relações com os EUA são monitoradas para assegurar estabilidade e defender os interesses de Taiwan.
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