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China, EUA e Israel disputam avanços em armas a laser

Golfo acelera uso de armas a laser contra drones, com Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã buscando opções chinesas, israelenses e americanas

Imagem colorida mostra arma laser da China - Metrópoles
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  • Observadores identificaram no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um suposto sistema de laser de fabricação chinesa montado em veículo, capaz de derrubar drones.
  • Nos Emirados, há o sistema israelense Iron Beam; o país também busca componentes de lasers dos Estados Unidos e fechou acordos com empresas europeias e americanas para desenvolver armas a laser.
  • Omã é citado como comprador de lasers chineses, e o Catar estuda componentes do sistema turco Steel Dome após ataque à sua capital.
  • Na Arábia Saudita, as Forças Armadas testam lasers chineses; analistas apontam possível compra de até oito unidades do Silent Hunter, com interesse em armas a laser americanas.
  • Especialistas dizem que lasers são parte das Armas de Energia Direcionada, com limitações como alcance, condições climáticas e necessidade de manter o alvo em foco; o custo por disparo fica entre 3 e 5 dólares.

Na semana passada, observadores de armas na internet identificaram em Dubai um conjunto de laser de origem chinesa montado num veículo, capaz de derrubar drones. A descoberta ocorreu no aeroporto dos Emirados Árabes Unidos, em meio a movimentos de defesa voando na região.

Nos Emirados, já opera o sistema de laser Iron Beam, de fabricação israelense, que estaria sendo compartilhado com Abu Dhabi. Há sinais de que os Emirados tentam adquirir também armas a laser fabricadas nos EUA e firmaram acordos com empresas europeias e americanas para desenvolverem seus próprios sistemas.

No fim de 2025, imagens de uma empresa de transporte indicaram Omã como outro comprador de lasers chineses. Após um ataque israelense à sua capital em setembro, o Catar avalia componentes do Steel Dome turco, que inclui armamento a laser, para reforçar sua defesa.

Contexto e avanços tecnológicos

Na Arábia Saudita, as Forças Armadas testam lasers de alta energia fabricados na China, com relatos de aquisição de até oito unidades do sistema Silent Hunter. Analistas citam interesse em ampliar a compra de armas a laser de origem norte-americana.

Especialistas ressaltam que o custo por disparo de lasers de alta energia fica entre 3 e 5 dólares, tornando a defesa com lasers economicamente mais viável frente à proliferação de drones. O Irã também impulsiona a demanda por tecnologias de defesa.

Desafios operacionais

Apesar do otimismo, os lasers possuem limitações: o feixe é em linha reta, tem alcance restrito e precisa permanecer no alvo por tempo suficiente para eliminar a ameaça. Condições como chuva, poeira e temperatura elevada podem reduzir a eficácia e favorecer o uso conjunto em camadas de defesa.

O Iron Beam, por exemplo, já derrubou drones em ações do Hezbollah, mas requereriam pelo menos 14 baterias adicionais para garantir eficácia consistente, segundo fontes jornalísticas. Países do Golfo estudam aplicações práticas dentro de sistemas de defesa mais amplos.

Perspectivas geopolíticas

Especialistas apontam que a diversificação de fornecedores busca reduzir dependência de munições americanas. A autossuficiência é vista como estratégica diante de tensões com o Irã e, segundo analistas, também com Israel.

A tendência é de que vários países do Golfo avancem na adoção de defesas em camadas, combinando lasers com outras tecnologias de interceptação. A ampliação de fábricas, parcerias e transferências de tecnologia deve acompanhar o ritmo do investimento em defesa.

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