- A notícia afirma que Cuba discutiu ataques com drones contra a base de Guantánamo e, possivelmente, o território dos Estados Unidos, com base em informações de inteligência classificadas.
- Cuba teria adquirido desde 2023 drones de ataque da Rússia e do Irã e busca contratar mais equipamentos.
- O contexto é de forte tensão entre os dois países, em meio a acusações de Washington sobre intervenção na ilha e novas sanções.
- O diretor da Agência Central de Inteligência, John Ratcliffe, esteve em Havana para uma reunião com altos funcionários cubanos, em meio a negociações difíceis; o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou estar pronto para enfrentar uma agressão.
- A defesa civil cubana divulgou um guia da família para proteção diante de uma agressão militar.
Cuba teria discutido ataques com drones contra os Estados Unidos, segundo o site Axios, que cita informações de inteligência classificadas. A matéria aponta que o país avaliou cenários para usar drones contra a base de Guantánamo ou até contra o território americano, e que já adquiriu mais de 300 drones militares desde 2023.
De acordo com a reportagem, a discussão ocorreu em meio a tensões entre Havana e Washington. Um alto funcionário americano, que pediu segredo, disse que a ilha considera a tecnologia uma ameaça crescente e busca ampliar o uso de drones de ataque adquiridos na Rússia e no Irã.
As informações se inserem num contexto de forte atrito entre os dois países. O governo de Cuba acusa Washington de preparar o terreno para uma intervenção, enquanto o governo norte-americano mantém pressões por meio de sanções e restrições econômicas.
Contexto político e militar
O tema ganha relevância à medida que as autoridades dos EUA endurecem medidas contra Cuba. O embargo, em vigor desde 1962, permanece ativo, com bloqueio petrolífero reforçado desde janeiro e apenas uma recente autorização para entrada de navio petroleiro russo.
Relatos indicam que o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Havana recentemente para uma reunião com altos funcionários cubanos, em meio a negociações diplomáticas tensas entre as duas nações.
O governo cubano, por sua vez, reiterou discursos públicos sobre defesa do país e resistência a pressões externas. Dia a dia, autoridades cubanas reforçam a mensagem de prontidão para responder a qualquer agressão.
A carta de Washington também envolve declarações de autoridades cubanas, com o presidente Miguel Díaz-Canel afirmando, em tom crítico, a disposição de defender o país caso haja agressão militar. A ofensiva de comunicação ocorre junto a medidas de retaliação econômica.
O material citado pela Axios reforça a narrativa de que Cuba busca ampliar sua capacidade de resposta a eventuais ameaças, ao mesmo tempo em que as negociações com os EUA seguem tensas e de difícil prognóstico.
Entre na conversa da comunidade