- Cuba estaria planejando ataques a alvos dos Estados Unidos com cerca de três centenas de drones militares provenientes da Rússia e do Irã.
- Os alvos citados seriam a base de Guantánamo, navios militares americanos e a ilha de Key West, na Flórida.
- As informações vêm de reportagem do Axios, que diz ter acesso a informações confidenciais de oficiais de inteligência dos EUA.
- A presença de drones e equipamentos militares em Cuba tem gerado preocupação em Washington, com autoridades citando cooperação entre Cuba, Irã e Rússia.
- Segundo o Axios, o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou a Cuba em 14 de maio para alertar autoridades cubanas sobre o plano, sem que haja consenso sobre uma ameaça iminente.
O site Axios aponta que Cuba planeja atacar alvos dos Estados Unidos com drones, com base em informações classificadas da inteligência americana. A peça indica que Havana teria adquirido centenas de equipamentos da Rússia e do Irã e miraria a base de Guantánamo, navios militares e a ilha de Key West, na Flórida.
Segundo as informações, o esquema envolve aproximadamente 300 drones militares de fontes russas e iranianas, armazenados em locais estratégicamente distribuídos na ilha desde 2023. A avaliação cita interceptações que apontam qual seria o uso pretendido dos dispositivos.
Uma autoridade da CIA afirmou que Havana recebeu mais drones e equipamentos russos no último mês, enquanto agentes cubanos teriam tentado entender como o Irã tem resistido a ataques. Washington acompanha a presença de representantes iranianos em Cuba e instalações de coleta de sinais.
A reportagem detalha que a relação de Cuba com Irã e Rússia vem sendo observada com cautela por autoridades americanas. O Irã tem usado drones como parte de sua estratégia de resistência a ataques dos EUA, especialmente no Oriente Médio.
O Departamento de Defesa dos EUA enfatiza que a proximidade geográfica, a poucos quilômetros de distância, aumenta a preocupação com eventuais usos de tecnologia militar avançada por terceiros. A CIA sustenta que o tema demanda vigilância contínua, embora não haja consenso sobre uma ameaça iminente.
O diretor da CIA, segundo a publicação, teria visitado Cuba recentemente para alertar autoridades locais sobre planos de ataque e indicar cautela com possíveis ações que prejudiquem a estabilidade regional. A cidade de Havana é citada como foco de discussões sobre retaliação caso haja intervenção norte-americana.
O governo dos EUA não classifica Cuba como ameaça imediata, mas reforça a importância de monitorar planos de guerra no cenário cubano. Especialistas lembram que a situação permanece sob avaliação, sem confirmação de uma ofensiva confirmada.
Na expectativa de desdobramentos legais, o DOJ dos EUA planeja anunciar, em breve, acusações ligadas a eventos ocorridos em 1996 envolvendo o grupo Brothers to the Rescue. A reportagem aponta que, mesmo diante de alertas, não há consenso sobre a probabilidade de ataque imediato.
- Contexto e avaliação: as informações vêm de fontes anônimas da inteligência americana e do Axios, que teve acesso a documentos classificados.
- Reação internacional: autoridades norte-americanas ressaltam a necessidade de cautela e de cooperação regional para evitar escaladas.
- Histórico de alianças: Cuba mantém relações estreitas com Rússia e Irã, setores que influenciam a dinâmica regional e a percepção de risco.
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