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Direita realiza manifestação em Londres contra imigração e governo de esquerda

Manifestação de direita em Londres reúne dezenas de milhares contra imigração e governo de Keir Starmer; polícia monta ampla operação de segurança e registra prisões

Manifestantes durante ato da direita em Londres neste sábado (16), no Reino Unido. (Foto: TAYFUN SALCI/EFE/EPA)
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  • Sessenta mil pessoas participaram do ato de direita em Londres neste sábado, promovido por Tommy Robinson, contra imigração, insegurança, governo de esquerda de Keir Starmer e pela liberdade de expressão, com apoio público de Elon Musk.
  • A manifestação ocorreu entre a avenida Kingsway e o Parlamento britânico, com a maioria dos participantes empunhando a bandeira do Reino Unido e da Inglaterra.
  • O governo de Starmer proibiu a entrada no país de onze estrangeiros considerados “agitadores de extrema-direita” e a polícia mobilizou cerca de quatro mil agentes para acompanhar os protestos.
  • Um protesto pró-Palestina também ocorreu no centro de Londres no mesmo dia, levando a uma grande operação de segurança e à criação de uma zona de separação entre os dois grupos.
  • Quarenta e três pessoas foram presas, e, ainda que haja registros de apoio e de críticas, a polícia informou que os protestos transcorriam, em grande medida, sem incidentes significativos.

Milhares de pessoas participaram neste sábado em Londres de uma manifestação organizada pela direita, chamada Unite the Kingdom. O ato ocorreu no centro da capital britânica para questionar imigração, segurança pública e o governo de esquerda do premiê Keir Starmer, do Partido Trabalhista, além de defender a liberdade de expressão.

A adesão foi estimada em diferentes números pelas fontes: cerca de 60 mil pela Polícia Metropolitana, 50 mil pela imprensa britânica e mais de 100 mil por organizadores. A manifestação começou na avenida Kingsway e seguiu até o entorno do Parlamento.

O evento foi liderado pelo ativista conservador Tommy Robinson, que pediu participação em ações políticas futuras, incluindo registro de votos e envolvimento em partidos locais. O empresário Elon Musk apoiou publicamente o protesto, republicando mensagens favoráveis no X.

Antes do protesto, o governo de Starmer proibiu a entrada no Reino Unido de 11 estrangeiros descritos como agitadores de extrema-direita. O primeiro ministro afirmou que o país vive uma luta pela sua alma e que os organizadores promoviam ódio e divisão.

A Polícia Metropolitana mobilizou cerca de 4 mil agentes para monitorar o ato, que coincidiu com a final da Copa da Inglaterra em Wembley. Uma marcha pró-Palestina ocorreu no mesmo dia, levando à criação de uma zona de separação para evitar confrontos.

Ao todo, 43 pessoas foram presas durante as ocorrências, segundo a polícia. A operação envolveu recursos como policiamento montado, cães, drones, helicópteros e veículos blindados; houve também uso de reconhecimento facial em estações de trem.

No pronunciamento à imprensa, Robinson afirmou que o protesto foi pacífico e criticou Starmer e o prefeito de Londres, Sadiq Khan, por suposta tensa de clima político antes do evento. Ele ressaltou a necessidade de transformar a mobilização em participação política.

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