- Um ataque com drone atingiu a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio no perímetro, mas não houve feridos nem vazamento radioativo.
- Até o momento não houve reivindicação de autoria; o governo dos Emirados não responsabiliza diretamente o Irã, em meio a tensões no estreito de Ormuz.
- A usina, avaliada em US$ 20 bilhões, foi construída com a Coreia do Sul, começou a operar em 2020 e responde por cerca de 25% da demanda de energia dos sete emirados.
- O regulador nuclear dos Emirados disse que o fogo não comprometeu a segurança e as unidades operam normalmente; a Agência Internacional de Energia Atômica informou que houve ataque a um gerador elétrico, acionando sistemas de emergência movidos a diesel.
- O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou preocupação e classificou como inaceitáveis ataques que ameacem a segurança nuclear; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que discutiria o cenário com Donald Trump.
Um ataque com drone atingiu a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, neste domingo (17 de maio de 2026). O incidente provocou um incêndio no perímetro, mas não houve feridos nem vazamento radioativo. O episódio ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo entre EUA e Irã.
Segundo autoridades dos Emirados, a usina permanece sob controle e segura. A AIEA informou que o ataque atingiu um gerador elétrico e acionou sistemas de emergência movidos a diesel. Não houve confirmação de dano crítico às operações da usina.
Barakah, avaliada em US$ 20 bilhões, foi construída com a parceria da Coreia do Sul e passou a operar em 2020. A instalação representa cerca de 25% da demanda de energia dos 7 emirados. O regulador nuclear dos EAU assegurou funcionamento normal das unidades.
O governo dos Emirados classificou o ataque como violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e de resoluções do Conselho de Segurança. O incidente marca a primeira ofensiva militar sobre a usina, localizada a 225 km de Abu Dhabi.
Contexto regional envolve tensões no estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, com episódios recorrentes de ataques a drones e mísseis. Autoridades dos EAU não acusaram diretamente o Irã, mas reforçaram que tais ações aumentam o risco geopolítico.
Em resposta ao cenário de hostilidade, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que discutirá o tema regional com Donald Trump. O chefe do governo israelense informou que o país está preparado para diversos cenários.
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