- O governo do Irã entregou uma nova proposta ao ministro do interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, na tentativa de destravar as negociações com os Estados Unidos.
- O Paquistão atua como mediador no conflito e já sediou uma reunião de alto nível entre autoridades norte-americanas e iranianas, em abril; Naqvi está em visita oficial a Teerã.
- A imprensa iraniana não publicou os detalhes da proposta; a agência EFE cita o portal Iran Nuances, que descreveu a oferta como combinação entre o plano anterior do Irã, recusado por Donald Trump, e as cinco exigências divulgadas pelos EUA.
- As propostas anteriores são diametralmente opostas: o Irã condicionava as negociações ao fim das ações militares dos EUA, ao desbloqueio de bens iranianos, ao fim das sanções, ao pagamento de indenizações por guerra e ao reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz; os EUA exigiam a entrega de urânio enriquecido e a manutenção de apenas uma instalação nuclear.
- Não houve confirmação de novos termos pela imprensa ou pelas autoridades.
O Irã entregou ao Paquistão uma nova proposta para destravar as negociações com os Estados Unidos. A entrega ocorreu durante uma visita oficial a Teerã. O Paquistão atua como mediador nas conversas entre as duas partes.
Mohsin Naqvi, ministro do interior paquistanês, está em Teerã e já se reuniu com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e com o chefe do Legislativo, Mohammad Bagher Ghalibaf. O Paquistão já sediou uma cúpula entre autoridades dos dois países em abril.
A imprensa iraniana não detalhou o conteúdo da nova proposta. A agência EFE cita o portal Iran Nuances, que descreveu uma oferta que mescla a proposta anterior rejeitada por Trump com cinco exigências norte-americanas.
Contexto das propostas e negociações
Historicamente, as propostas divergiam: Irã defendia o fim das ações militares dos EUA, o desbloqueio de bens no exterior, o fim das sanções, indenizações de guerra e reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz.
Segundo uma agência ligada à Guarda Revolucionária, os EUA teriam negado o desbloqueio de ativos e indenizações, afirmando que só voltariam à mesa se o Irã entregasse o urânio enriquecido e mantivesse apenas uma instalação nuclear em funcionamento.
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