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Jornalismo enfrenta hoje os maiores riscos de sua história

129 jornalistas mortos em 2025, maior registro da CPJ, com maioria em Gaza; violência contra repórteres atinge várias frentes

A journalist holds the blood-covered camera belonging to Palestinian photojournalist Mariam Dagga, who worked for the Associated Press and Independent Arabia and was killed in an Israeli strike.
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  • A CPJ registrou 129 mortes de jornalistas em 2025, o maior número já visto, cinco a mais que o recorde anterior.
  • A maioria das mortes ocorreu em Gaza, Cisjordânia, sul do Líbano, Iêmen e Irã; forças israelenses teriam sido responsáveis por cerca de dois terços das mortes globalmente.
  • Repórteres do Guardian enfrentaram riscos extremos: evacuação quase aconteceu saindo de Gaza, violência perto da “linha amarela” e ataques em áreas da Cisjordânia; no Líbano, também houve perigos reportando no front com o Hezbollah.
  • A cobertura da Ucrânia permanece intensa, com jornalistas em linha de frente enfrentando drones e outras ameaças; equipes usam detectores e planos de segurança rigorosos.
  • Nos EUA, a cobertura de Donald Trump e de eventos políticos é foco de violência e hostilidade; a organização destaca a necessidade de avaliações de risco e protocolos de proteção para manter o jornalismo independente.

Os jornalistas enfrentaram 129 mortes em 2025, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ). A cifra total é a mais alta já registrada, superando o recorde anterior em cinco casos. A maior parte das fatalidades ocorreu em Gaza, Cisjordânia, sul do Líbano, Iêmen e Irã. O CPJ atribui a maior parte das mortes a forças israelenses, que teriam sido responsáveis por dois terços dos casos globais.

A equipe do Guardian relata que a maioria das informações vem de Gaza, onde a situação é marcada por áreas de risco elevadíssimo. Malak Tantesh, antiga correspondente na região, foi evacuada em outubro do ano passado junto da irmã, Enas, após 18 meses de trabalho intenso. A saída quase não ocorreu devido a destruição de rotas e a um tiroteio próximo ao ônibus de evacuação.

Panorama global e táticas de proteção

Seham Tantesh, prima de Malak, assumiu a cobertura em Gaza. Antes de cada missão, verifica rotas com base em atualizações de incidentes, evita viajar sozinha e informa um familiar sobre seus movimentos. Em Gaza, a área da “linha amarela” marca zonas perigosas definidas por cessar-fogo não integral, onde tiros são frequentes.

West Bank e risco adicional para a imprensa

Também há riscos na Cisjordânia, onde violência de colonos e ações de forças de segurança já atingiram jornalistas. Em visitas a assentamentos ou vilarejos sitiados, a equipe do Guardian utiliza colete, capacete e kit médico, mantendo comunicação com a redação internacional.

Região mediterrânea e ameaças persistentes

No Líbano, jornalistas da correspondência do Guardian em Beirute sofreram com ataques nos últimos três anos, inclusive tiros contra a equipe. Em visitas ao sul do Líbano, a presença da Unifil é informada, mas não oferece garantia de total proteção. O jornal mantém avaliações de risco antes de deslocamentos.

Ucrânia e o front com drones

Durante a guerra na Ucrânia, a cobertura continua, com repórteres enfrentando novas ameaças, como drones. Os jornalistas do Guardian trabalham no front de aproximadamente 750 milhas, com redes de proteção montadas e detectores de drones. O objetivo é manter a leitura atualizada diante de um conflito de longo prazo.

Observação sobre a cobertura internacional

Casos de violência política nos Estados Unidos também foram mencionados, com episódios de confrontos históricos durante eventos entre a imprensa e autoridades, lembrando que a cobertura independente permanece essencial para a democracia. A organização ressalta que a reportagem tem custos elevados, mas é vital para informar o público.

Considerações finais sobre o papel do jornalismo

A matéria destaca que a imprensa enfrenta riscos crescentes para levar informações ao público. Medidas de segurança são adotadas, porém não eliminam os perigos. O objetivo é manter a transparência dos fatos em todas as regiões, independentemente do custo.

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