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Lula diz ao Washington Post que é superior a Bolsonaro

Lula afirma ao Washington Post buscar diálogo com Trump para negociar sanções e temas regionais, após encontro na Casa Branca

Lula visitou a galeria de ex-presidentes dos Estados Unidos na Casa Branca durante visita a Trump em 8 de maio (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)
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  • Lula disse ao The Washington Post que vê possibilidade de diálogo com o presidente dos EUA, Donald Trump, e que pode mediar conversas sobre sanções brasileiras e questões envolvendo Cuba, Venezuela e Irã.
  • Em entrevista publicada no domingo, ele afirmou que não vai desistir de tentar convencer Trump a negociar.
  • O presidente brasileiro mencionou que comentou com Trump a seriedade dos retratos oficiais na Casa Branca e que o tom deve mudar com o tempo.
  • Lula afirmou que as conversas recentes com Trump oferecem oportunidade de contestar o que chamou de “falsidades” que teriam alimentado tarifas dos EUA contra o Brasil.
  • Ele disse não precisar fazer esforço para que Trump reconheça que ele é “melhor que Bolsonaro”, citando a relação entre ambos e desfechos políticos.

Em entrevista publicada neste domingo, 17, no The Washington Post, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou acreditar na possibilidade de diálogo com o presidente dos EUA, Donald Trump. O petista afirmou que não desistirá de tentar convencer Washington a negociar não apenas as sanções comerciais ao Brasil, mas também questões relacionadas a Cuba, Venezuela e Irã. Lula disse ainda que, se conseguiu fazer Trump rir, há espaço para avanços em outros temas.

A conversa ocorreu após o encontro entre Lula e Trump em 8 de maio, em Washington, durante a visita do brasileiro à Casa Branca. De acordo com Lula, a cordialidade durante o encontro ajudou a abrir espaço para conversas futuras sobre a relação entre os dois países. O brasileiro também relatou lembranças de momentos no salão com retratos oficiais e comentou sobre a importância de manter um tom respeitoso nas tratativas.

Diálogo com os EUA e possíveis avanços

Lula argumentou que as críticas passadas aos EUA, incluindo tarifas impostas ao Brasil, podem ter contribuído para a atual percepção de agressividade tarifária. Ele mencionou a histórica cobrança de 50% sobre algumas importações brasileiras como exemplo de medidas que precisam de negociação.

O presidente afirmou que a aproximação com Trump representa uma oportunidade para rebater informações incorretas que, segundo ele, alimentaram tensões comerciais. Lula ressaltou que não pretende tratar Bolsonaro como referência de antagonismo, deixando claro que a disputa política interna não deve atrapalhar a relação bilateral.

Lula não apresentou exigências, mas sinalizou interesse em diálogo estruturado para alinhar interesses econômicos e estratégicos entre Brasil e Estados Unidos. O jornal informou que a entrevista ocorreu após a visita de Lula aos ex-presidentes retratados na galeria do salão da Casa Branca.

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