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Petróleo dispara acima de US$ 111 após nova ameaça de Trump ao Irã

Petróleo sobe acima de US$ 111 por barril após Trump ameaçar Irã; tensões elevam risco geopolítico e pressionam bolsas globais

Bombas de extração de petróleo inativas em um campo agrícola em Dacano, Colorado, nos EUA. — Foto: Kevin Mohatt / Reuters
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  • O Brent atingiu US$ 111,31 por barril, alta de 1,9% (WTI, nos EUA, subiu 2,3%, para US$ 107,83 por barril).
  • Trump afirmou, em publicação, que o tempo está correndo para o Irã, à medida que as negociações estagnam.
  • O mercado permanece atento ao Estreito de Ormuz, que segue majoritariamente fechado, e ao bloqueio marítimo dos portos iranianos.
  • Um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos elevou as preocupações sobre uma nova escalada regional.
  • As bolsas globais recuaram, os rendimentos de títulos aumentaram (10 anos dos EUA em torno de 4,63%), o dólar se fortaleceu e o euro ficou em US$ 1,1626.

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (18), acompanhando o tom de alerta do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Irã. A escalada ocorre em meio a negociações estagnadas para encerrar o conflito entre ambos os países.

O Brent, referência internacional, subiu 1,9% e manteve cotação de US$ 111,31 por barril. O valor é bem acima do patamar de fevereiro, quando a commodity girava em torno de US$ 70. Nos EUA, o Brent de referência avançou 2,3%, para US$ 107,83 por barril.

As altas refletem receios de interrupções no fornecimento, com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado e o bloqueio marítimo americano aos portos iranianos desde o mês passado. O último fim de semana também trouxe um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes.

Analistas do ING destacaram que os riscos de escalada aumentam. Eles apontam que, embora haja sinalizações de cooperação de Pequim, a China ainda não definiu como exercerá sua influência sobre o Irã para evitar novas tensões.

Mudanças de cenário

O governo dos EUA afirmou que concorda com a reabertura do Estreito de Ormuz, e a China sinalizou disposição de ajudar, mas não detalhou ações. A incerteza sobre medidas concretas seguidas de negociações afeta o mercado.

A alta dos custos de energia elevou expectativas de inflação e derrubou bolsas globais. Na Ásia, o Nikkei recuou 0,9%, o Hang Seng caiu 1,6% e o Xangai Composto caiu 0,1%.

Repercussões financeiras

Nos EUA, contratos futuros caíram mais de 0,6%. O S&P 500 recuou 1,2%, o Dow Jones caiu 1,1% e o Nasdaq encerrou o dia com retração de 1,5%.

O rendimento de títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu para cerca de 4,63%, acima de 4% registrados antes do conflito. No Japão, o rendimento de 10 anos avançou para 2,8%.

Câmbio e moedas

O dólar ganhou força diante de novas incertezas geopolíticas, atingindo níveis elevados frente ao iene, que negociou em torno de 159,02 por dólar. O euro operou estável, em US$ 1,1626.

Com informações da Associated Press.

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