- Ray Dalio afirma que os EUA estão perdendo credibilidade como potência disposta a defender seus interesses, enquanto a China acumula riqueza e influência.
- Em entrevista à Bloomberg Television, ele diz que a percepção internacional mudou após passar um mês na Ásia, incluindo 10 dias na China conversando com líderes.
- Ele cita cerca de 750 bases militares em 80 países como parte da história de confiabilidade americana no passado.
- Dalio afirma que muitos países passam a acreditar que “os Estados Unidos não podem ser confiáveis para lutar essa guerra” e sinaliza força crescente da China.
- Segundo ele, a economia chinesa representa hoje entre 60% e 70% do tamanho da americana, indicando mudança de poder e impacto nos mercados, com necessidade de liquidez e diversificação, inclusive ouro.
O fundador da Bridgewater Associates, Ray Dalio, afirma que os Estados Unidos perdem credibilidade como potência disposta a defender seus interesses, enquanto a China acumula riqueza e influência. A avaliação foi feita em entrevista à Bloomberg TV.
Dalio disse que, após um mês de viagem pela Ásia, incluindo 10 dias na China conversando com líderes, ficou claro que países estão cada vez mais duvidando da capacidade dos EUA de lutar uma guerra. A percepção está mudando, segundo ele.
A entrevista foi concedida ao programa Wall Street Week, da Bloomberg Television, na mesma semana em que o presidente dos EUA, Donald Trump, manteve reunião com o líder chinês Xi Jinping em meio a um impasse envolvendo o Irã.
O investidor afirmou que a China cresce em influência global e que o reconhecimento de autoridades estrangeiras passou a ter peso relevante para Pequim. Em sua visão, o sistema de poder está evoluindo de forma perceptível.
Dalio, de 76 anos, reforçou que a economia chinesa já representa entre 60% e 70% do tamanho da americana, avanço considerável nos últimos 20 anos. A projeção ressalta o aumento da importância da China no cenário mundial.
Para o estrategista, a China não busca conquista ou ocupação, mas valoriza o reconhecimento de líderes que a visitam. Ele comparou esse movimento a um “sistema hierárquico” de poder que influencia comércio e segurança.
A entrevista enfatizou que mudanças de poder podem impactar mercados, com maior volatilidade de moedas e maior necessidade de liquidez e diversificação. O ouro foi citado como ativo a considerar em cenários de incerteza.
A conversa também chamou atenção para o histórico de Dalio na China, que envolve críticas sobre vínculos com líderes de Pequim. Mesmo assim, ele mantém que a influência americana está em declínio relativa frente à China.
Contexto internacional aponta que a recessão de credibilidade norte-americana pode exigir ajustes em políticas externas e estratégias de alianças. A discussão ocorre em meio a negociações globais e a tensões regionais.
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