- Rússia realizou seu maior ataque de drones contra a Ucrânia desde o início da guerra, com mais de 1.500 drones em pouco mais de 24 horas, mirando Kiev e outras cidades.
- O ataque ocorreu logo após o fim de um cessar-fogo de três dias, mediado pelos Estados Unidos, para a celebração do Dia da Vitória.
- Analista acredita que a ofensiva teve função política, como recado ao presidente ucraniano e aos Estados Unidos, em um momento diplomático tenso entre Rússia, EUA e China.
- Em Kiev, um ataque a um prédio residencial deixou 24 mortos; o desfile militar no Dia da Vitória foi considerado modesto, sem uso de blindados.
- Apesar da ofensiva, há sinais de fragilidade russa no campo de batalha, com a Ucrânia ganhando território em abril e ampliando o uso de drones que atingem alvos a até 700 quilômetros dentro da Rússia.
O maior ataque de drones contra a Ucrânia desde o início da guerra ocorreu com centenas de drones sobre Kiev e outras cidades. Mais de 1.500 aparelhos foram usados em pouco mais de 24 horas, na quinta-feira (14), logo após o fim de um cessar-fogo.
O cessar-fogo de três dias foi mediado pelos Estados Unidos para a celebração do aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. As ofensivas, segundo autoridades, ocorreram logo após o término do acordo.
Analista internacional sênior da CNN Brasil, em Lviv, afirma que a ofensiva pode ter um recado político. O momento coincidiu com encontros entre líderes internacionais e com a conversa sobre a situação na região.
Desdobramentos e leitura estratégica
Um ataque específico a um prédio residencial em Kiev deixou 24 mortos e dezenas de feridos, o maior número de vítimas em imóveis na capital neste ano. Paralelamente, o desfile de Dia da Vitória na Praça Vermelha foi considerado modesto, sem exposição de blindados.
No campo de batalha, observa-se fragilidade russa: segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, Ucrânia recuperou território ocupado no último mês, pela primeira vez em mais de dois anos. Kiev amplia produção de drones com alcance de até 700 km sobre solo russo.
Analisando o panorama, há fatores políticos que favorecem a Rússia, como pressões externas para negociações e interrupção de fornecimento de armas. Mesmo com avanços ucranianos, o equilíbrio pode prolongar o conflito, segundo especialistas.
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