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Trump diz que pode fazer o que quiser com Cuba; ilha não lhe pertence

Bloco energético dos EUA agrava crise em Cuba, provocando apagões, protestos e pressão por mudanças políticas

Raúl Castro waving a Cuban flag during a May Day parade at Revolution Square in Havana on 1 May 2025.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica a pressão sobre Cuba, com ameaças e medidas que reforçam o bloqueio econômico.
  • O bloqueio energético levou Cuba a uma crise humanitária, com apagões, escolas e universidades fechadas e hospitais com dificuldade de atendimento.
  • Em relatos nos EUA, procuradores federais preparam um possível indiciamento de Raúl Castro, ex-presidente e irmão de Fidel.
  • A diretora da CIA, John Ratcliffe, foi a Havana para exigir mudanças profundas, como reformas econômicas e encerramento de postos de inteligência estrangeiros.
  • O governo cubano diz estar aberto a relacionamentos com empresas americanas em setores-chave, mas o embargo e o controle estatal dificultam a economia.

A escalada entre Estados Unidos e Cuba continua a se intensificar, com ações que afetam a economia e serviços públicos na ilha. O governo cubano admite queda de óleo combustível e enfrenta blackouts generalizados, enquanto Washington reforça pressão econômica e militar por meio de ameaças explícitas. A pauta passa também pela possibilidade de indiciamento de Raúl Castro, segundo relatos da imprensa norte-americana.

Washington acusa o governo cubano de não avançar em reformas econômicas, e busca fechar infraestrutura de inteligência estrangeira operante no país. O objetivo declarado inclui mudança de regime e maior controle sobre a região. Há relatos de que o CIA percorre Havana para pressionar mudanças políticas junto com medidas econômicas.

No campo econômico, o bloqueio de petróleo agrava a crise humanitária, com escolas e hospitais sentindo o peso da escassez. O turismo caiu e empresas estrangeiras, entre elas uma joint venture de mineração, encerraram operações. O país enfrenta dificuldades que vêm desde reformas mal-sucedidas no passado recente.

Do lado cubano, autoridades sinalizam abertura para relações com empresas norte-americanas em setores-chave, enquanto o governo enfatiza a necessidade de soberania econômica. A presença de conglomerados estatais controla grande parte da economia, o que complica o acesso a investimentos externos sob condições propostas por Washington.

Analistas apontam que o cenário pode exigir ajustes significativos na política de Cuba, levando a debates sobre a viabilidade de reformas independentes versus pressões externas. Em Cuba, a avaliação de reformas econômicas permanece restrita e a população convive com cortes de energia e incertezas sociais.

Entre as estratégias de Washington, a atuação de altas autoridades, incluindo gestores de segurança, é vista como tentativa de impor mudanças estruturais no país. Cuba, por sua vez, mantém a narrativa de defesa da soberania e da integridade econômica frente a pressões externas.

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