- Advogado de 35 anos é investigado por um suposto esquema financeiro que teria causado cerca de R$ 3 milhões em prejuízos a pelo menos 30 vítimas.
- O dinheiro seria utilizado para financiar viagens de luxo, passeios internacionais e encontros anuais no Rio de Janeiro, em setembro, em celebração ao aniversário da ex-esposa, com itens personalizados para os convidados.
- O suposto golpe prometia altos retornos em pouco tempo e lucros que ultrapassariam o dobro do valor investido, com contratos e pagamentos iniciais usados para ganhar credibilidade.
- Vítimas incluem familiares e colegas, como um policial penal que afirmou ter perdido cerca de R$ 200 mil, além de outras pessoas que transferiram valores ainda não recuperados.
- A Polícia Civil do Distrito Federal segue apurando o caso; o advogado afirmou à reportagem não ter condições de responder no momento por questões de saúde.
Um advogado de 35 anos é alvo de investigação por um suposto esquema financeiro que teria causado prejuízo estimado em cerca de 3 milhões de reais a ao menos 30 vítimas. O caso está sob apuração da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), ainda sem conclusão.
Segundo apurações, o investigado promovia uma imagem de sucesso em investimentos jurídicos, enquanto financiava o próprio estilo de vida com dinheiro repassado por vítimas. Parte do montante era destinada a viagens de luxo, excursões internacionais e eventos no Rio de Janeiro.
Relatos apontam ainda encontros anuais em setembro, em comemoração ao aniversário da então esposa, com amigos próximos em hotéis e praias. Brindes personalizados, ecobags, bonés, cangas, sungas e copos figuravam entre os itens distribuídos aos convidados.
Como funcionava o suposto golpe
A PC-DF apura que o esquema prometia altos retornos em pouco tempo, com recursos destinados a contratos milionários e operações ligadas a escritórios de advocacia. Lucros superiores ao dobro do valor investido eram apresentados como possibilidade.
De acordo com as investigações, contratos, confissões de dívida e pagamentos iniciais eram exibidos para dar credibilidade ao negócio. Com o passar do tempo, os repasses foram interrompidos e surgiram justificativas como problemas de saúde ou crise familiar.
Vítimas e prejuízos
Entre as vítimas estão um policial penal do sistema penitenciário do DF, que afirma ter perdido cerca de 200 mil reais. Outro advogado transferiu 50 mil reais, recebendo apenas parte do prometido. Uma moradora do DF investiu 80 mil reais e chegou a receber pagamentos iniciais, mas viu os repasses cessarem.
Em um episódio, a vítima chegou a receber um carro como garantia, mas o veículo tinha restrições e não assegurava a dívida conforme prometido. O marido da vítima também integrou o esquema, ampliando o prejuízo.
Investigações em andamento
A PC-DF segue ouvindo as vítimas e apurando as circunstâncias do suposto golpe, bem como a dinâmica dos empréstimos, contratos e garantias oferecidas. O advogado não respondeu ao Metrópoles por questões de saúde; o espaço permanece aberto para manifestação.
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