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UE quer incluir custos de carbono em voos que partem da UE

UE pode estender ETS a voos que partem do bloco, elevando o custo médio por passagem em até 45 euros e gerando até 17 bilhões de euros em receitas

As companhias aéreas enfrentam alta nos preços do combustível de aviação, pressionados por conflitos geopolíticos (Yaorusheng/Getty Images)
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  • A União Europeia quer extender o Sistema de Comércio de Emissões para voos internacionais que partem do bloco, aumentando custos das passagens.
  • A estimativa é de que o custo adicional médio chegue a quarenta e cinco euros por passagem até 2030, gerando até dezessete bilhões de euros em receitas para a UE e seus estados-membros.
  • Atualmente o ETS adiciona cerca de sete euros ao preço de voos dentro da União; a expansão para voos internacionais faz parte de uma revisão do sistema.
  • O setor aéreo deve enfrentar resistência de companhias de curta distância, como Ryanair e easyJet, que alegam danos à competitividade de viagens internas.
  • A discussão ocorre em meio a preços elevados de combustível de aviação e a avaliação de melhorias no uso de créditos e permissões de carbono no desenho futuro do ETS.

A União Europeia avalia expandir a cobrança por emissões de carbono para voos internacionais que partem do bloco. A ideia pode elevar o custo das passagens e provocar reação de companhias aéreas e parceiros comerciais. A proposta é parte da revisão do Sistema de Comércio de Emissões, o ETS.

Atualmente, o ETS cobre apenas voos dentro da UE. A Comissão argumenta que ampliar o sistema é necessário porque iniciativas alternativas para reduzir as emissões da aviação não avançaram no ritmo desejado. A aviação representa cerca de 3% das emissões energéticas globais.

Na prática, a extensão pode aumentar o preço de voos que decolam do bloco, e estimativas indicam custo médio adicional de até 45 euros por passagem até 2030. A medida pode gerar até 17 bilhões de euros em receitas para a UE e Estados-membros.

Resposta do setor

Empresas de curto alcance, como Ryanair e easyJet, já criticam o ETS, afirmando que a regulação reduz a competitividade de viagens dentro da Europa frente a destinos fora do bloco. Dependendo da rota, a pressão é para manter tarifas competitivas.

Grandes operadoras de longa distância, como British Airways e Air France, devem resistir com mais intensidade, devido à dependência de rotas internacionais para parte significativa de seus lucros. O cenário atual de combustível elevado também aumenta o lobby contra novas regras.

Contexto e próximos passos

A ideia de estender o ETS a voos internacionais não é nova; há mais de uma década o tema ganha atenção, com adiamentos motivados por oposição de outros países. A última prorrogação do adiamento vence no fim deste ano.

Além da cobrança internacional, a Comissão Europeia analisa exigir maior detalhamento de uso de permissões de carbono e discutir o papel de créditos internacionais no desenho futuro do ETS, visando maior descarbonização.

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