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Washington afirma que Cuba discutiu ataques com drones aos EUA

Washington afirma que Cuba discutiu ataques com drones contra Guantánamo e até os EUA, em meio a tensões e endurecimento de sanções

Um homem caminha nas ruas de Havana, enquanto a ilha enfrenta uma situação catastrófica de falta de energia e combustíveis, em 17 de março de 2026.
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  • Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido cenários para utilizá-los contra a base de Guantánamo ou mesmo contra o território dos Estados Unidos, segundo a divulgação de Axios com base em inteligência classificada.
  • O relato ocorre em meio a tensões entre os dois países, com autoridades cubanas acusando Washington de preparar o terreno para uma intervenção na ilha.
  • A matéria aponta que desde 2023 Cuba já recebeu drones de ataque da Rússia e do Irã e que busca ampliar esse arsenal.
  • O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, visitou Havana para uma reunião com altos funcionários cubanos, em um contexto de endurecimento de sanções americanas.
  • O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse, em abril, que o país está “pronto” para enfrentar uma agressão militar norte-americana, e a defesa civil publicou um “guia da família” de proteção em caso de conflito.

Cuba foi alvo de relatos sobre planejamento de ataques com drones, segundo o site Axios, que cita informações de inteligência classificadas. A reportagem afirma que o país adquiriu mais de 300 drones militares e avaliou cenários para utilizá-los contra a base dos EUA em Guantánamo ou até contra o território americano. A notícia surge em meio a tensões entre Havana e Washington.

De acordo com as informações, Cuba teria usado drones de ataque vindos da Rússia e do Irã desde 2023 e está buscando ampliar esse arsenal. O material destaca a percepção de uma “ameaça crescente” por parte de autoridades americanas, mencionando uma conversa anônima com o Axios.

Contexto de tensões e medidas econômicas

A relação entre Cuba e os Estados Unidos permanece marcada por desentendimentos. O presidente norte‑americano Donald Trump já classificou Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional e chegou a sugerir ações militares para a região. O embargo financeiro e o bloqueio de petróleo, em vigor desde 1962, seguem como instrumentos de pressão dos EUA.

No início de maio, Washington anunciou endurecimento de sanções contra Havana. Paralelamente, o governo cubano manteve comunicações com autoridades estrangeiras para discutir a situação. O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para uma reunião com altas autoridades, segundo relatos de imprensa.

Medidas internas e declarações oficiais

Em Cuba, o presidente Miguel Díaz‑Canel declarou, em meados de abril, que o país estava “pronto” para enfrentar uma agressão militar. A defesa civil publicou, recentemente, um “guia da família” voltado à proteção em caso de agressão, conforme sites oficiais provinciais. As informações reforçam o clima de alerta no país.

O governo cubano também acusa Washington de preparar o terreno político para uma intervenção na ilha, enquanto negociações entre as duas nações seguem difíceis. Não houve confirmação oficial dos relatos do Axios, que continuam sob análise de autoridades americanas e cubanas.

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