- Bloqueios de rodovias na Bolívia já duram duas semanas, isolando La Paz e provocando escassez de alimentos, combustível e oxigênio hospitalar; no sábado, uma operação com mais de três mil agentes falhou em liberar as vias.
- O presidente Rodrigo Paz, que governa há seis meses sem maioria no parlamento, enfrenta pedidos de renúncia e uma crise econômica descrita como a pior em quatro décadas.
- Trabalhadores, agricultores, professores, indígenas e transportadores protestam por reajustes salariais, estabilidade econômica e fim da privatização de estatais; a COB lidera as paralisações.
- Em conflitos na capital e em El Alto, a polícia prendeu pelo menos 57 pessoas e houve cinco feridos; o governo abriu um corredor humanitário e recebeu apoio da Argentina com um avião Hércules para levar alimentos.
- A crise econômica envolve queda de dólares, inflação elevada e falta de combustível; Evo Morales é citado como possível articulador dos protestos, enquanto autoridades e opositores trocam acusações.
A Bolívia vive uma crise política e econômica que, há duas semanas, provoca bloqueios de rodovias e falta de alimentos em La Paz. Manifestantes pedem aumento salarial, fim da privatização de estatais e nova condução econômica. O governo ainda não conseguiu abrir as vias.
Durante o fim de semana, uma operação militar com cerca de 3.500 agentes tentou dispersar os bloqueios em La Paz, El Alto e na estrada Oruro-La Paz. A ação durou mais de 12 horas, sem obter sucesso imediato na liberação total das estradas.
Quem participa e por quê
Trabalhadores, agricultores, professores, indígenas e transportadores integram os protestos. A COB, maior sindicato do país, iniciou as paralisações pedindo reajustes. Grupos de mineiros e docentes também cobram melhores condições salariais.
Quando e onde ocorreu
Os bloqueios se intensificaram no início de maio, com concentrações em La Paz, El Alto e áreas ruralmente próximas. A tensão aumentou com confrontos entre manifestantes e forças de segurança, que realizaram tentativas de passagem de corredores humanitários.
Desdobramentos políticos
O presidente Rodrigo Paz governa há seis meses sem maioria parlamentar. A divisão interna do PDC e a disputa com o vice Edman Lara acentuam a instabilidade. A imprensa aponta ainda ligações entre opositores e apoiadores de Evo Morales para as manifestações.
Crise econômica e respostas do governo
A quebra deidagi dólar e inflação elevada marcaram o governo desde a retirada de subsídios aos combustíveis. A paralisação afetou setores industriais, com estimativas de perdas significativas e desabastecimento em mercados locais.
Repercussão internacional
Países como Argentina, Chile, Costa Rica e outros emitiram declarações de preocupação com a situação humanitária e defenderam diálogo. A ajuda brasileira e de governos vizinhos tem sido citada como potencial apoio logístico.
Observação final
O governo manteve acordos com alguns grupos, mas a COB insiste na continuidade das manifestações. A escalada indica que uma solução política requer negociação entre as partes para evitar agravamento da crise.
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