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Cruzeiro com surto de hantavírus chega a Roterdã e encerra viagem

MV Hondius chega a Roterdã sob quarentena; desinfecção do maior porto da Europa e monitoramento seguem, com repatriação em curso

Navio grande atracado em cais de porto industrial, com rebocador próximo na água. Ao fundo, estruturas industriais e guindastes visíveis sob céu parcialmente nublado.
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  • O MV Hondius, cruzeiro com surto de hantavírus, atracou no porto de Roterdã, na Holanda, e 27 pessoas permanecem a bordo em quarentena.
  • Dois membros da equipe médica foram hospitalizados nos Países Baixos; restantes passageiros e tripulantes foram repatriados ou estão em quarentena, e todos a bordo são assintomáticos.
  • A Organização Mundial da Saúde informou que o surto não tem potencial de pandemia semelhante à Covid e que o risco global permanece baixo.
  • O navio saiu da Patagônia argentina, passou perto de Ilhas Canárias e Tenerife para repatriação, enfrentando desafios diplomáticos para receber passageiros em diferentes países.
  • A cepa associada é Andes; já foram confirmados ao menos sete casos positivos e há um provável, o que mantém a possibilidade de novos casos devido ao período de incubação.

O cruzeiro MV Hondius, que sofreu um surto de hantavírus com sete casos confirmados, chegou ao porto de Roterdã, na Holanda, nesta segunda-feira, 18. A embarcação, que deixou Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, terá desinfecção e limpeza rigorosas no maior porto da Europa.

Ao todo permanecem a bordo 27 tripulantes, incluindo dois médicos da equipe. O navio trafega com um número reduzido de passageiros e deve cumprir quarentena de semanas, sob supervisão de autoridades sanitárias e da empresa Oceanwide Expeditions.

A Organização Mundial da Saúde reavaliou o risco do surto e afirmou que não se trata de uma pandemia. O alerta aponta que o risco global continua baixo, e que o desembarque com medidas de controle pode reduzir novos casos.

O Hondius ficou fundeado próximo a Roterdã após operações de repatriação. Mais de 120 pessoas foram retiradas do barco para seus países ou para a Holanda, que assumiu responsabilidade por manter o navio com bandeira holandesa.

Duas pessoas foram levadas a hospitais, um holandês e um britânico, com estado estável. O britânico pode ser repatriado sob isolamento. Todos os demais removidos estavam sem sintomas no momento. A bordo, médicos monitoram a situação.

Desembarcaram 17 filipinos, quatro holandeses, quatro ucranianos, um russo e um polonês. Alguns devem continuar em quarentena no porto, outros poderão cumprir isolamento em casa. O corpo de uma alemã falecida permanece a bordo.

A embarcação passa por limpeza e desinfecção completas, conforme informou a Oceanwide Expeditons. O Hondius havia estado na Patagônia, seguiu para o Atlântico sul e rumou ao norte em direção a Cabo Verde, antes do caso se intensificar.

Até o momento, além dos sete casos confirmados, há um provável, segundo a AFP com base em fontes oficiais. O vírus pode ter incubação de semanas, o que implica na possibilidade de novos casos nos próximos dias.

No Canadá, uma passageira em quarentena teve resultado supostamente positivo para a cepa Andes, conforme a Agência de Saúde Pública. A OMS destacou que novos casos podem ocorrer entre passageiros e tripulação, mas o risco tende a diminuir com medidas de controle.

O Hondius saiu da Patagônia argentina e passou por ilhas remotas do Atlântico antes de seguir para Tenerife,Canárias, para uma retirada adicional e voos de repatriação. A Espanha negociou com autoridades locais para permitir a entrada em Tenerife.

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