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Cuba alerta EUA sobre banho de sangue se ação militar seguir após drones

Díaz-Canel afirma que intervenção dos EUA seria um banho de sangue, após alegações de mais de 300 drones e planos contra bases americanas

Cuba's president, Miguel Díaz-Canel, waves a national flag during celebrations marking the victory on the 65th anniversary of the Bay of Pigs invasion on 16 April 2026.
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  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que qualquer ataque dos EUA seria catastrófico, provocando um “baque de sangue” e instabilidade regional.
  • Díaz-Canel afirmou, em publicação no X, que Cuba não representa ameaça.
  • A declaração acompanha reportagem da Axios de que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e discutia usá-los contra a base naval de Guantánamo, navios dos EUA e Key West, na Flórida.
  • O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse que Cuba tem direito à legítima defesa sob a carta da ONU e o direito internacional, negando pretextos usados por adversários.
  • O ambiente entre Cuba e Estados Unidos ficou mais tenso, com cortes de energia em Cuba e discussão sobre possível indiciamento de Raúl Castro pela gestão norte-americana, relacionado a eventos de 1996.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que qualquer ação militar dos EUA contra o país seria catastrófica, gerando consequências imprevisíveis para a paz e a estabilidade regionais. Em mensagem publicada na rede social X, ele garantiu que Cuba não representa ameaça.

Em seguida, o governo cubano reagiu a uma reportagem da Axios, que citou documentos de inteligência classificados apontando que o país teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para atacar a base naval de Guantánamo, embarcações americanas e Key West, na Flórida. As informações não foram verificadas de forma independente pela matéria.

O chanceler Bruno Rodríguez, em outra publicação, destacou que Cuba, como qualquer país, tem direito à autodefesa legítima segundo a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. Ele também afirmou que quem busca atacar Cuba costuma usar pretextos falsos.

O contexto regional permanece tenso, com Cuba enfrentando dificuldades desde que os EUA interromperam fornecimentos de energia após a detenção, em janeiro, do então presidente venezuelano. A crise de combustível se agrava com interrupções no fornecimento de eletricidade, que já chegam a apenas algumas horas por dia.

Na agenda diplomática recente, surgiram relatos de que os procuradores dos EUA planejam indiciar Raúl Castro, ex-presidente cubano, por incidentes ocorridos em 1996 envolvendo dois aviões da organização humanitária Brothers to the Rescue. A possível ação representaria uma escalada relevante na relação entre Washington e Havana, sob o governo americano de Donald Trump.

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