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Cuba avisa que agressão dos EUA seria banho de sangue e pode responder

Cuba afirma que ataque dos EUA geraria banho de sangue e impactaria a região; nega aquisição de drones e sustenta direito legítimo de defesa

O presidente dos EUA, Donald Trump, (esquerda) e o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel (direita). (Stefani Reynolds / Horacio Villalobos/Getty Images)
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  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que qualquer ação militar dos Estados Unidos contra Cuba causaria um “banho de sangue” e teria consequências incalculáveis, defendendo o direito legítimo de se defender.
  • Díaz-Canel disse, em publicação no X, que Cuba não representa ameaça a Washington nem tem planos agressivos contra outro país.
  • O líder cubano citou que ameaças militares contra Cuba seriam crime internacional e poderiam desestabilizar a região.
  • Cuba negou as alegações de que teria adquirido mais de trezentos drones militares com Russia e Irã para ataques a Guantánamo, a navios americanos e a Key West, afirmando que as acusações são usadas para justificar intervenção.
  • O chanceler Bruno Rodríguez reiterou que Cuba se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa, conforme a Carta das Nações Unidas.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira, 18, que qualquer ação militar dos Estados Unidos contra Cuba seria um banho de sangue com consequências incalculáveis e que o país tem direito legítimo de se defender. Ele disse ainda que Havana não representa ameaça a Washington nem tem planos agressivos.

Díaz-Canel escreveu em uma publicação no X que a ameaça militar contra Cuba é conhecida e classificada como crime internacional se concretizada, com impacto negativo para a paz regional. A declaração ocorre após reportagem da Axios sobre suposta aquisição de drones militares por Cuba para ataques a bases americanas.

Negação oficial e leitura cubana

O governo cubano rejeitou as alegações da reportagem, afirmando que Washington fabrica justificativas para justificar intervenção. O chanceler Bruno Rodríguez reiterou que Cuba se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela ONU.

Contexto de pressão externa

A troca de acusações acontece em meio a pressões dos Estados Unidos, que intensificaram o bloqueio à ilha e ameaçaram sanções a países que exportam combustível para Cuba. A medida agravou apagões e dificuldades econômicas, alimentando descontentamento interno.

Repercussões e contatos diplomáticos

Paralelamente, o governo cubano informou ter mantido reunião com o diretor da CIA, sem detalhar avanços, mas mencionando abertura para diálogo sobre segurança econômica caso Cuba promovesse mudanças estruturais. A situação ocorre em meio a investigações do Departamento de Justiça dos EUA sobre possível atuação de ex-líderes cubanos.

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