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Flotilha humanitária para Gaza é novamente interceptada por Israel

Israel intercepta nova flotilha rumo a Gaza; Netanyahu elogia a operação e mantém o bloqueio, afirmando estratégia contra o Hamas

Foto colorida de pessoas em flotilha que vai para Gaza - Metrópoles
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  • A flotilha Global Sumud, que partiu da Turquia, diz ter sido interceptada por navios militares de Israel perto do Chipre; pelo menos duas ou três embarcações teriam sido paradas, enquanto outras seguem rumo a Gaza.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parabenizou a Marinha pela operação, chamando-a de funcionamento contra um “plano mal-intencionado”.
  • Um comunicado do gabinete de Netanyahu afirma que as forças estão conduzindo a operação com sucesso e pedem que os participantes retornem; o Ministério das Relações Exteriores israelense reiterou que não permitirá violação do bloqueio naval a Gaza.
  • A Turquia condenou a intervenção em águas internacionais, qualificando o ato como pirataria; Israel critica a participação de grupos turcos na tentativa de romper o bloqueio.
  • Este é o terceiro esforço da Global Sumud em menos de um ano para romper o bloqueio a Gaza; em 30 de abril, a maioria dos ativistas foi liberada na ilha de Creta, após interceptação perto da Grécia.

A flotilha humanitária Global Sumud, que partiu da Turquia na semana passada com destino a Gaza, voltou a ser interceptada por navios da Marinha de Israel, segundo relatos dos organizadores. A ação ocorreu perto das águas que cercam o Chipre, em meio a operações de interceptação divulgadas nesta segunda-feira.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação e elogiou as forças navais por impedir o que chamou de plano mal-intencionado. Em mensagem publicada nas redes, o governo afirmou que o bloqueio naval visa pressionar o Hamas e impedir que armas circulem para Gaza.

A flotilha informou que dois ou três barcos teriam sido parados durante a operação, ainda sem confirmação independente. Parte da frota manteve o trajeto rumo a Gaza, mas as comunicações com as embarcações restantes teriam sido cortadas, segundo membros da organização.

Um dos ativistas a bordo, Suayb Ordu, afirmou à televisão turca que um retorno pacífico foi adotado diante da presença militar, sem resistência. Outro participante, Omer Aslan, descreveu a presença de soldados israelenses com armas de cano longo.

O gabinete de Netanyahu divulgou mensagem ao comandante da Marinha destacando o andamento da operação e a necessidade de continuar até o fim. A declaração reforçou o objetivo de frustrar o que descrevem como plano mal-intencionado para romper o bloqueio a Gaza.

Antes disso, o Ministério das Relações Exteriores de Israel havia avisado que não toleraria violação do bloqueio naval imposto a Gaza e pediu aos participantes que desistissem da provocação, retornando imediatamente ao trajeto anterior.

A Turquia critica a ação, classificando-a como intervenção em águas internacionais e comparando-a a um novo ato de pirataria. O governo turco envolvido na organização da flotilha denunciou a interceptação como violação ao direito internacional.

Esta é a terceira tentativa em menos de 12 meses de romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza. Em 30 de abril, parte da flotilha foi interceptada em águas internacionais próximas à Grécia, com a maior parte dos ativistas liberada posteriormente na ilha de Creta.

Entre os liberados, dois ativistas ficaram detidos por dias em Israel antes de serem expulsos em 10 de maio. Organizações não governamentais levantaram preocupações sobre detenções e maus-tratos, acusações rejeitadas pelas autoridades israelenses.

As autoridades israelenses reiteram que Gaza recebe ajuda suficiente e rejeitam as acusações de que haja escassez humanitária, mantendo a posição de que o bloqueio permanece necessário para a segurança regional.

Fonte: RFI, parceiro do Metrópoles.

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