- Organizações não governamentais dizem que o Irã acelerou as execuções desde o início da guerra com os EUA, em 28 de fevereiro, com ao menos 21 pessoas mortas pelo regime.
- Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, cerca de 4 mil cidadãos iranianos foram detidos nesse período.
- A Iran Human Rights afirma que as execuções de prisioneiros políticos, manifestantes e acusados de espionagem se tornaram diárias após o conflito, em níveis alarmantes.
- Em 2025, as execuções no Irã atingiram números recordes em 35 anos, com 1.639 pessoas mortas, avançando 75% em relação ao ano anterior.
- No cenário global, as execuções atingiram o maior nível em mais de quatro décadas, com 2.707 pessoas mortas em todo o mundo, conforme relatório da Anistia Internacional.
O Irã acelerou as execuções de prisioneiros após o início da guerra entre os EUA e o país, em 28 de fevereiro. ONGs apontam aumento da repressão interna a manifestações. Relatos indicam que desde o começo do conflito, centenas de pessoas foram detidas no território iraniano.
Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pelo menos 21 pessoas foram executadas desde 28 de fevereiro. Cerca de 4 mil iranianos foram detidos no período, segundo a mesma fonte.
Organizações de direitos humanos destacam que as execuções de prisioneiros políticos, manifestantes e casos de espionagem passaram a ocorrer com maior frequência após o início do conflito. Ativistas relatam clima de intimidação dentro das prisões.
Relatos
A internet no Irã ficou bastante restrita desde o fim de fevereiro, dificultando a comunicação interna e externa. Advogados de direitos humanos dizem que os processos judiciais de prisioneiros políticos foram acelerados e tornaram-se mais opacos.
A Anistia Internacional informou que, em 2025, o número global de execuções chegou a 1.639, aumento de 75% em relação a 2024. A organização também destacou que o Irã figura entre os países com maior uso da pena de morte no mundo.
Execuções no mundo
A Anistia Internacional aponta que o total mundial de execuções foi de 2.707 em 2025, o maior nível em mais de 40 anos. O aumento é atribuído principalmente a países como Irã, China, Coreia do Norte e Arábia Saudita.
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