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Irã acelera execuções de prisioneiros após início da guerra, denunciam ONGs

ONGs denunciam aceleração de execuções no Irã desde o início da guerra, com dezenas de mortes e milhares de detenções, sinal de repressão intensificada

Manifestante segura foto do iraniano Vahid Bani Amerian, preso e executado no Irã, durante manifestação contra o regime dos aiatolás, em Bruxelas, na Bélgica, em abril de 2026. — Foto: Omar Havana/ Reuters
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  • Organizações não governamentais dizem que o Irã acelerou as execuções desde o início da guerra com os EUA, em 28 de fevereiro, com ao menos 21 pessoas mortas pelo regime.
  • Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, cerca de 4 mil cidadãos iranianos foram detidos nesse período.
  • A Iran Human Rights afirma que as execuções de prisioneiros políticos, manifestantes e acusados de espionagem se tornaram diárias após o conflito, em níveis alarmantes.
  • Em 2025, as execuções no Irã atingiram números recordes em 35 anos, com 1.639 pessoas mortas, avançando 75% em relação ao ano anterior.
  • No cenário global, as execuções atingiram o maior nível em mais de quatro décadas, com 2.707 pessoas mortas em todo o mundo, conforme relatório da Anistia Internacional.

O Irã acelerou as execuções de prisioneiros após o início da guerra entre os EUA e o país, em 28 de fevereiro. ONGs apontam aumento da repressão interna a manifestações. Relatos indicam que desde o começo do conflito, centenas de pessoas foram detidas no território iraniano.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pelo menos 21 pessoas foram executadas desde 28 de fevereiro. Cerca de 4 mil iranianos foram detidos no período, segundo a mesma fonte.

Organizações de direitos humanos destacam que as execuções de prisioneiros políticos, manifestantes e casos de espionagem passaram a ocorrer com maior frequência após o início do conflito. Ativistas relatam clima de intimidação dentro das prisões.

Relatos

A internet no Irã ficou bastante restrita desde o fim de fevereiro, dificultando a comunicação interna e externa. Advogados de direitos humanos dizem que os processos judiciais de prisioneiros políticos foram acelerados e tornaram-se mais opacos.

A Anistia Internacional informou que, em 2025, o número global de execuções chegou a 1.639, aumento de 75% em relação a 2024. A organização também destacou que o Irã figura entre os países com maior uso da pena de morte no mundo.

Execuções no mundo

A Anistia Internacional aponta que o total mundial de execuções foi de 2.707 em 2025, o maior nível em mais de 40 anos. O aumento é atribuído principalmente a países como Irã, China, Coreia do Norte e Arábia Saudita.

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