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Irã defende acesso a serviços digitais para vida digna, apesar de bloqueio

Irã chega a oitenta dias com internet bloqueada; governo defende acesso a serviços digitais como direito à vida digna, em meio à guerra

Propaganda do regime do Irã em Teerã, capital iraniana (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)
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  • Irã completa 80 dias de bloqueio de internet nesta segunda-feira (18), quase três meses sem acesso online no país.
  • No dia anterior, o presidente Masoud Pezeshkian defendeu o acesso a serviços digitais em homenagem ao Dia Mundial das Telecomunicações.
  • Pezeshkian escreveu no X elogiando os esforços do regime para manter serviços estáveis durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel.
  • O governo costuma bloquear a rede em momentos de crise e usa atividades online para processar cidadãos por traição.
  • Área de liberdade na rede: 2025, Freedom House classifica o Irã como país “não livre”, com 13 pontos; piores pontuações são nos obstáculos ao acesso (8 de 25), conteúdo (4 de 35) e direitos do usuário (1 de 40).

O Irã completa 80 dias sem acesso à internet no país nesta segunda-feira 18. A paralisação ocorre quase três meses após o início do bloqueio em razão de conflitos regionais e tensões internacionais.

No dia anterior, o presidente Masoud Pezeshkian defendeu o acesso a serviços digitais em homenagem ao Dia Mundial das Telecomunicações, celebrado no domingo 17. Ele destacou que o acesso online de qualidade é essencial para a vida digna.

Pezeshkian publicou a mensagem em X, elogiando o regime islâmico pelos esforços para manter serviços digitais estáveis durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel. As informações são provenientes de comunicados oficiais e redes sociais.

Historicamente, Teerã recorre ao bloqueio da internet em momentos de crise e utiliza atividades online para justificar ações contra cidadãos sob suspeita de traição. A medida costuma permanecer por períodos prolongados.

O levantamento de 2025 da Freedom House aponta o Irã como país classificado como não livre na internet, com 13 pontos em uma escala de 100. A organização avalia obstáculos, conteúdo e direitos do usuário entre 25, 35 e 40 pontos, respectivamente.

No total, o país soma oito pontos em obstáculos ao acesso, quatro em limitações de conteúdo e um em violações dos direitos do usuário, sinalizando restrições amplas ao ambiente digital durante o período de bloqueio.

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